14/04/2003 10h10 – Atualizado em 14/04/2003 10h10
DOHA, Catar — Cerca de 80 coletes com explosivos – do tipo usado em ataques suicidas – poderiam estar nas mãos de voluntários estrangeiros lutando contra as tropas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Iraque, afirmou nesta segunda-feira o general Vincent Brooks, durante uma entrevista coletiva no Comando Central norte-americano, em Doha, no Catar.
As forças norte-americanas — que encontraram, na quinta-feira passada, cerca de 300 coletes com explosivos em uma escola de Bagdá — agora acreditam que outros 80 foram retirados do esconderijo antes de este ser encontrado pela coalizão, informou Brooks.
O secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, havia declarado anteriormente que 30 desses coletes estavam desaparecidos.
Um repórter da Associated Press que visitou o local durante o fim de semana passado viu cabides vazios, indicando que coletes tinham sido levados.
Brooks disse que os voluntários estrangeiros lutando contra a coalizão pareciam estar bem armados e ainda representavam uma ameaça, apesar de as tropas lideradas pelos Estados Unidos controlarem a maior parte do Iraque.
“Onde quer que nos deparemos com eles, estão bem armados”, observou o general. “Acreditamos que parte dos coletes de explosivos era para eles”.
Brooks não sabia quantos combatentes estrangeiros tinham chegado ao Iraque, mas afirmou que muitos eram sírios.
No sábado, um fuzileiro naval norte-americano foi morto num posto de controle de Bagdá por um homem que portava documentos de identidade sírios.
“Esses voluntários alegam que estão aqui no Iraque para proteger o povo iraquiano, mas o povo iraquiano continua a nos informar que não pediu essa proteção”, disse Brooks. “Nós não sabemos quantos são, mas sabemos que não terão lugar no futuro do Iraque”.
Rumsfeld afirmou que os sírios perfazem a maior parcela dos combatentes estrangeiros enfrentando as tropas norte-americanas em Bagdá. Haveria também voluntários vindos de Egito, Sudão, Jordânia, Iêmen e da república russa da Chechênia.
“Apesar de não constituírem uma resistência organizada, há indivíduos que podem estar dispostos a executar atos de violência e terrorismo”, ressaltou Brooks.
Em Bagdá, as forças da coalizão estão no encalço de combatentes estrangeiros e do regime com a ajuda de iraquianos comuns, acrescentou.
(Com informações da Associated Press)





