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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Microsoft muda termos da licença do Windows

23/04/2003 08h59 – Atualizado em 23/04/2003 08h59

A Microsoft divulgou que concordou em tornar mais fácil e barato para outras empresas concorrentes o acesso a peças-chave para a construção do sistema operacional Windows, dentro do acordo fechado com o governo no ano passado para acabar com uma ação antitruste movida contra a empresa.

Para acabar com a reclamação de alguns concorrentes, a Microsoft afirma que vai facilitar o acesso de outras empresas de software a elementos de seu sistema operacional.

As mudanças podem beneficiar empresas como a Sun Microsystems, que compete com a Microsoft no mercado de programas para servidores de internet – os poderosos computadores utilizados pelos provedores de internet.

Os dois lados ainda estão fechando os detalhes finais das concessões acertadas, mas o Departamento de Justiça americano disse que as mudanças vão mudar os termos de licenciamento “substancialmente”.

Concessões

“As mudanças foram criadas para facilitar as empresas que licenciam nossa tecnologia. Estamos totalmente comprometidos em atender todos os aspectos do acordo (judicial) e exercer uma liderança responsável”, disse Brad Smith, o vice-presidente sênior da empresa para Assuntos Corporativos e Jurídicos.

Como parte do acordo, a Microsoft concordou em licenciar peças-chave de seu sistema operacional dentro de limites considerados razoáveis.

Os rivais da empresa, que se opuseram ao acordo, afirmaram que não estavam satisfeitos com os termos de licenciamento acordados.

Entre as reclamações dos concorrentes, está a de que a licença da Microsoft tornou-se tão cara que ficou financeiramente inviável.

Eles também reclamam dos acordos de confidencialidade, que seriam exagerados na visão dos outros fabricantes de software.

Ken Wasch, presidente da Associação de Informação e Software, disse que as alterações são “encorajadoras”, porque demonstram que o Departamento de Justiça “está levando o caso da Microsoft a sério e monitorando o cumprimento do acordo judicial”.

“Nossa posição, no entanto, é consistente. Consideramos que o acordo, mesmo que seja efetivado por completo, é pouco para compensar os danos causados à indústria por práticas anticompetitivas da Microsoft”, completou Wasch.

Acordo

O acordo, fechado em novembro passado pelo juiz Colleen Kollar-Kotelly, engavetou o processo contra a Microsoft.

Os termos do acordo foram criados para dar a fabricantes de computadores e de outros softwares maior liberdade para distribuir programas rivais, como o navegador de internet Netscape, da AOL Time Warner, e esconder alguns ícones do Windows em computadores pessoais.

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