22/05/2003 13h42 – Atualizado em 22/05/2003 13h42
Mais de mil podem estar sob os escombros dos prédios que caíram por causa do terremoto de ontem à noite em Argel e áreas próximas. O primeiro-ministro Ahmed Uyahia declarou esta manhã à uma emissora local que o número de mortos ainda pode aumentar consideravelmente. De acordo com o último balanço, 770 pessoas morreram e 6.113 ficaram feridas. O balanço anterior indicava 707 mortos e 5.543 feridos.
Novas réplicas foram registradas hoje na região de Argel e em Kabília, quase doze horas depois do terremoto que afetou o país. Conforme a agência AFP, réplicas do terremoto foram registradas regularmente durante toda a noite e madrugada em Argel. A agência EFE informou que as duas últimas réplicas de média magnitude foram sentidas nas regiões de Argel e Bumerdés às 12h50 (8h50 de Brasília) provocando de novo o pânico entre a população.
A sucessão de tremores manteve inúmeras pessoas nos jardins ou em automóveis à beira das estradas, onde passaram a noite. Um correspondente da emissora de rádio estatal em Kabilia deu conta de “grandes danos” na estrada entre Argel e Tizi Uzu, a capital da Grande Kabilia, precisando que inúmeros setores desta estrada apresentam enormes rachaduras.
“Estamos enfrentando uma verdadeira catástrofe, que infelizmente ainda não acabou de mostrar seus resultados. Só da meia-noite às três da madrugada, passamos de 250 para 500 mortos e de 1.600 para mais de 4.000 feridos”, disse o primeiro-ministro Uyahia, em declarações à rádio francesa RTL. “O que é seguro é que ainda temos muita gente sob os escombros. Os serviços implicados, proteção civil, pessoal de saúde e a população estão lutando de uma maneira admirável, mas desgraçadamente isto não acabou”, acrescentou.
As autoridades fizeram um apelo através da rádio aos médicos e doadores de sangue para comparecer aos hospitais, principalmente em Bumerdés. Também se chamou pela rádio o pessoal da Sonelgaz, a empresa pública de distribuição de gás e eletricidade, para que se apresentem em seus locais de trabalho e à população para que corte o gás em suas casas.





