23/05/2003 10h22 – Atualizado em 23/05/2003 10h22
ARGEL (CNN) — Agora contando com a ajuda de outros países, equipes de resgate travavam, nesta sexta-feira, uma corrida contra o tempo para tentar encontrar sobreviventes em meio às montanhas de destroços deixadas pelo terremoto que devastou o norte da Argélia há dois dias.
As esperanças de que ainda haja pessoas com vida sob os escombros de centenas de prédios que desabaram já são pequenas. Autoridades do governo argelino estimaram em 1.500 o número de mortos e de mais de 7.000 o de feridos.
O pior terremoto a atingir a Argélia em 25 anos alcançou 6,7 graus na escala Richter, uma magnitude considerada “forte”, com potencial para causar milhares de vítimas.
“Muitas pessoas passaram a madrugada escavando”, contou a correspondente da CNN, Rym Brahimi. “Ainda há muito o que fazer”.
O Ministério do Exterior argelino informou que o país recebeu ajuda de Grã-Bretanha, França, Japão, Espanha, Itália e Suíça, que enviaram técnicos especializados em buscas e resgate e até mesmo cães farejadores.
O grupo britânico International Rescue Corps contribuiu com 23 técnicos, equipamentos de escuta de última geração e câmeras que localizam sobreviventes por meio do calor do corpo.
Enquanto a busca por vítimas segue de forma ininterrupta, sobreviventes tentam assimilar a extensão da tragédia.
“Há pessoas com tanto medo que, pela segunda noite seguida, dormiram na rua”, disse Brahimi. “Elas temem que os prédios mais antigos desabem. Na verdade, alguns desabaram”.
A Cruz Vermelha Internacional e o Crescente Vermelho liberaram uma ajuda emergencial de 154 mil dólares para as autoridades argelinas.
A região leste da capital, Argel, foi a mais castigada pelo terremoto, com o registro de desmoronamento de centenas de prédios. Acredita-se que pelo menos 400 pessoas tenham morrido na cidade.




