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terça-feira, 23 de junho de 2026

EUA admitem receio de Israel com o “mapa do caminho” para a paz

23/05/2003 11h11 – Atualizado em 23/05/2003 11h11

WASHINGTON (CNN) — A Casa Branca reconheceu, nesta sexta-feira, que Israel vem demonstrando “receios reais” em relação ao chamado “mapa do caminho” para a paz no Oriente Médio e divulgou um comunicado comprometendo-se a analisar “plena e seriamente” as questões sensíveis ao Estado judeu.

A proposta internacional, elaborada por Washington, Moscou, União Européia e Nações Unidas, pretende acabar com violência no Oriente Médio, promover uma reunião de cúpula entre os líderes regionais e norte-americanos e, por fim, estabelecer um Estado palestino totalmente independente em 2005.

O curto comunicado em que os Estados Unidos admitem as reservas manifestadas por Israel foi assinado em conjunto pelo secretário de Estado, Colin Powell, e pela assessora de Segurança Nacional, Condoleezza Rice.

Diz a nota: “O mapa do caminho foi apresentado ao governo de Israel com um pedido do presidente (George W. Bush) para que respondesse junto com contribuições a este documento. O governo dos Estados Unidos recebeu uma resposta do governo de Israel explicando suas preocupações significativas com o mapa do caminho”.

“Os Estados Unidos compartilham o ponto de vista do governo de Israel de que estes receios são reais e serão abordados plena e seriamente durante a implementação do mapa do caminho”, concluiu.

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, havia imposto o comunicado da Casa Branca como uma condição para avalizar o “mapa do caminho”.

Cerca de quatro horas após a divulgação da nota, o premier anunciou que submeterá a proposta de paz à votação de seu gabinete no próximo domingo.

Uma vez que Israel aprove o plano, a expectativa é de que a reunião de cúpula mediada pelos Estados Unidos e com a participação de Sharon e do primeiro-ministro palestino, Abu Mazen, aconteça no início de junho – desde que, na ocasião, o Oriente Médio esteja vivendo um período de “relativa calma”.

Fontes de ambos os lados disseram que tanto Sharon como Abu Mazen estão dando a Washington garantias de que farão de tudo para melhorar o cenário regional antes da reunião.

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