26/05/2003 14h52 – Atualizado em 26/05/2003 14h52
SÃO PAULO – O dólar comercial mantém alta expressiva nesta tarde e voltou a superar os R$ 3,00, como reflexo da notícia de que o Banco Central (BC) vai alterar a forma de rolagem da dívida pública atrelada à variação cambial. Às 15h19m, a moeda american era negociada por R$ 3,020 na compra e R$ 3,025, com alta de 3,70%.
O mercado dava como certo que o BC concluiria hoje a rolagem integral de uma dívida de US$ 1,2 bilhão vincenda no dia 2. A surpresa veio com a notícia da rolagem de 95% da dívida e a divulgação de uma nota assinada pela Diretoria de Política Monetária do BC. Na nota, o BC informa que não vai estabelecer mais um percentual fixo para a rolagem dos vencimentos de swaps e títulos cambiais. O documento diz que esse percentual document.write Chr(39)document.write Chr(39)poderá ser menor ou maior que 100% do principal a cada vencimentodocument.write Chr(39)document.write Chr(39). A nota informa ainda que o objetivo da medida é reduzir gradualmente a exposição do governo ao câmbio e descarta expressamente a intenção de estabelecer metas para o câmbio.
Apesar da garantia de que a medida não significa intervenção indireta no câmbio, é assim que o mercado interpretou a notícia. Segundo analistas, há tempos que essa medida era esperada. A leitura é que, abrir a possibilidade de fazer rolagens menores, o BC pode reduzir sua exposição ao câmbio. Ao mesmo tempo, incentiva a compra de dólares à vista. Isso porque a autoridade monetária reduz a oferta de document.write Chr(39)document.write Chr(39)hedgedocument.write Chr(39)document.write Chr(39) ao investidor, que pode buscar proteção no dólar à vista.
Segundo analistas, a alta é mais expressiva porque a liquidez é fraca, devido ao feriado nos Estados Unidos e no Reino Unido. A pressão também seria um ajuste pressas por parte dos investidores do curtíssimo prazo que apostavam na queda do dólar hoje. A avaliação da medida, em princípio, foi positiva.
Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os juros futuros acompanharam a virada do dólar e interromperam a queda. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2004, o mais negociado, está em 24,12% ao ano, com alta de 0,58%.
AÇÕES – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta moderada na reabertura do pregão viva-voz, depois do intervalo de almoço. Às 14h20m, o Índice Bovespa tinha 13.222 pontos, com alta de 0,60%. O volume financeiro era de R$ 142,1 milhões, reduzido pela ocorrência do feriado americano do Memorial Day.
Telemar PN, ação mais negociada da Bovespa, tem alta de 1,17%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas são de Embratel Participações PN e ON, que avançam 6,4% e 5,3%. Já as baixas mais significativas do índice são de Cemig ON (-3,7%) e Tele Leste Celular PN (-2,2%). Devido ao feriado americano, não há negociação com o C-Bond, nem o cálculo do risco-país, feito pelo banco de investimentos JP Morgan.
MANHÃ – O feriado americano do Memorial Day esvaziou o mercado financeiro brasileiro na manhã desta segunda-feira, mas não impediu a valorização dos ativos. O dólar comercial fechou o período em baixa de 0,41%, cotado a R$ 2,902 na compra e R$ 2,905 na venda. Mesmo sem a referência de Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a primeira etapa do pregão viva-voz em alta de 0,63%. O volume financeiro era de R$ 117,3 milhões às 13 horas, aproximadamente metade da média para este horário.




