27/05/2003 09h39 – Atualizado em 27/05/2003 09h39
Um porta-voz da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) revelou que fiscais do órgão devem estar de volta ao Iraque nos próximos dias.
O objetivo dos fiscais da AIEA no Iraque, porém, será diferente do que tinham até antes da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque – buscar por armas de destruição em massa escondidas no país.
Desta vez, os fiscais irão visitar um complexo nuclear ao sul de Bagdá, onde teme-se que saques possam ter levado material radioativo a contaminar a população local.
A agência disse que está profundamente preocupada com o risco potencial à saúde da população e também com a possibilidade de que material radioativo roubado possa vir a ser usado na fabricação de uma “bomba suja” (quando explosivos são detonados junto com uma carga de material nuclear, espalhando a radioatividade).
Conselho de Segurança:
“Nossa missão estará partindo para o Iraque”, disse o porta-voz da AIEA, Mark Gwozdecky.
“Nosso trabalho será visitar a instalação de depósito de material nuclear perto de Al-Tuwaitha, no maior complexo nuclear do Iraque, para determinar qual material nuclear poderia ter desaparecido como resultado dos saques e do vandalismo que vimos nas últimas seis semanas.”
Gwoedecky salientou que a nova missão dos fiscais é diferente da missão que tinham antes da guerra e disse que está nas mãos da ONU decidir ou não se os inspetores voltarão a realizar o trabalho de outrora.
“Se os inspetores de armas da ONU terão um papel a desempenhar no futuro do Iraque é uma questão para o Conselho de Segurança. E eles decidiram na semana passada que iriam considerar essa questão no futuro.”
As autoridades americanas, que vinham opondo resistência ao retorno dos fiscais ao Iraque, acabaram cedendo na semana passada. No entanto, eles ainda não cogitam permitir que os fiscais voltem a procurar por armas de destruição em massa no país.


