19.2 C
Três Lagoas
terça-feira, 23 de junho de 2026

PF prende homem apontado como principal “laranja” de Arcanjo

27/05/2003 09h34 – Atualizado em 27/05/2003 09h34

A Polícia Federal prendeu o ex-garçom Edson Marques de Freitas, acusado de ser o principal “laranja” do esquema internacional de evasão e lavagem de dinheiro que, segundo o MPF (Ministério Público Federal), era arquitetado e comandado por João Arcanjo Ribeiro. A informação foi divulgada na edição de hoje do Diário de Cuiabá.

Foragido desde o dia 4 de abril, Freitas foi detido neste final de semana, em local não revelado pela PF. No final da tarde de ontem, ele foi encaminhado à Justiça Federal para prestar depoimento ao juiz Julier Sebastião da Silva, da 3ª Vara.

No inquérito, ele é acusado de ceder seu nome à composição de uma sociedade de fachada para a empresa off shore uruguaia Lyman, na qual também figurava o uruguaio Adolfo Sesini.

O arranjo permitiu que o comendador concretizasse a “venda” da empresa Confiança Factoring – da qual detinha 94,9% das ações e sua mulher, Sílvia Shirata, 5,1% – por US$ 10 milhões em dinheiro e bens, incluindo o jato Cessna Citation X.

Freitas disse em seu depoimento ter trabalhado por sete anos como garçom no antigo cassino Estância 21, de Arcanjo. Entre os freqüentadores, ele citou os nomes dos atuais conselheiros do Tribunal de Contas, Júlio Campos e Ubiratan Spinelli, dos deputados José Carlos de Freitas e Humberto Bosaipo (ambos sem partido) e dos ex-deputados federais Murilo Domingos e Lino Rossi.

Ele afirmou que não tomou conhecimento do esquema de lavagem de dinheiro e tampouco da empresa da qual acabaria se tornando sócio. Sobre sua assinatura constar em vários documentos da Lyman, disse que apenas atendeu a um pedido do administrador do Cassino, Flávio Vila Real.

O favor serviria para garantir o emprego de Freitas, mesmo após o fechamento da casa de jogos. Ele contou que, por conta disso, recebeu regularmente um salário de R$ 900 até o início deste mês, sem trabalhar. Por requerimento do MPF, o garçom será mantido sob a custódia da PF até que possa integrar o Programa Nacional de Proteção à Testemunha.

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.