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terça-feira, 23 de junho de 2026

Bonito, a cidade do turismo ecológico

30/05/2003 08h25 – Atualizado em 30/05/2003 08h25

A 300 quilômetros de Campo Grande, a cidade de Bonito cresce em ritmo acelerado e o turismo acompanha e também faz esse desenvolvimento. Hoje o Bom Dia MS convida você para um passeio pelo município. A reportagem de Cláudia Gaigher mostra como Bonito se organizou para se transformar na cidade do turismo ecológico.

Durante décadas era em busca de peixes que milhares de turistas visitavam o Pantanal. são 50 mil pescadores por ano em cada temporada de pesca.

Milhões de quilos de peixes foram retirados dos rios pantaneiros. A natureza sentiu. Os pesquisadores alertaram que os estoques pesqueiros estavam diminuindo. Nos últimos anos, o governo vem impondo regras mais duras para a pesca. Peixe só na medida e em oito rios é proibido levar o pescado. É a lei do pesque e solte.

O turismo contemplativo deu tão certo, que muitas fazendas tradicionais de pecuária, estão abrindo as porteiras para os visitantes. Máquinas na mão, a diversão é flagrar os animais.

O turismo nas fazendas do Pantanal foi a saída para pecuaristas descapitalizados que não tinham como competir com a pecuária moderna.

E com a chegada de organizações não governamentais e universidades veio o turismo científico. Os visitantes pagam para trabalhar com os pesquisadores.

O dia amanhece e eles saem cedo. Vão em busca de pequenos peixes.

Mas é na região da Serra da Bodoquena que o ecoturismo mais se desenvolveu. Bonito é referência mundial. Em uma década, o número de hotéis saltou de seis para 67. O ano todo tem hóspedes.

São mais de 100 mil visitantes por ano movimentando milhões de reais.

Em bonito a preocupação não é com quantidade, mas com a preservação da área visitada. Em todos os passeios há um limite máximo de visitantes por dia. No Aquário Natural, por exemplo, só entram 200 visitantes diariamente. É o que a natureza suporta. O cardume de piraputangas nada junto com os visitantes.

Nos rios de Bonito é proibido pescar. Os cardumes são protegidos. O homem só se aproxima assim contemplando. Fazer os passeios só com guia.

São 35 opções. O controle da visitação é feito através do vaucher único criado pela comunidade. Todo visitante tem de apresentar esse passaporte. Assim é possível saber exatamente quantas pessoas estão visitando o município.

E quem visita a cidade entende o por que de tantas regras de preservação. Ambientes frágeis que tratados com cuidados resistem e presenteiam os visitantes com imagens privilegiadas.

Fonte: TV Morena

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