01/06/2003 10h53 – Atualizado em 01/06/2003 10h53
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou neste domingo de helicóptero a Evian, na França, para participar da reunião do G-8, o grupo dos sete países mais ricos e a Rússia. Ele foi recebido pelo presidente da França, Jacques Chirac, em seu primeiro encontro com o colega francês, um declarado oponente da guerra ao Iraque, desde o início do conflito. Chirac espera que essa seja uma oportunidade de reconciliação com Bush.
Quem também está em Evian é o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que participa como convidado. Ele foi o chefe de estado do Terceiro Mundo mais aplaudido na chegada à cidade francesa. E foi com quem Chirac mais demorou nos cumprimentos de boas-vindas. Muitas das pessoas da cidade que esperavam os líderes chegar gritaram o nome do presidente brasileiro.
Lula deixou Lausanne, na Suíça, num barco junto com os outros chefes de estado do Terceiro Mundo e do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Os líderes do primeiro mundo chegaram à cidade de helicóptero.
Ontem à noite, o presidente Lula ofereceu ajuda humanitária para que a Argélia se recupere do terremoto, que provocou a morte de cerca de duas mil pessoas no país. A informação foi divulgada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Furlan, que acompanha o presidente em Evian.
Segundo Furlan, Lula pretende ajudar na reconstrução das casas e também barracas militares para abrigar os desalojados. A oferta foi feita durante uma reunião com o presidente da Argélia, Abdoulahye Wade. Emocionado com a atitude do presidente do Brasil, Wade deu um beijo de agradecimento no rosto de Lula, deixando-o desconcertado.
Quanto aos objetivos de Bush em Evian e seu giro pela Europa, o principal é pedir o apoio dos líderes mundiais para novas ações contra o uso de armas de destruição de massa, argumento usado para o ataque aos iraquianos. O presidente americano deixou claro que os Estados Unidos querem superar a crise em relação ao Iraque e reunir novamente a Aliana Atlântica, mas seus próximos movimentos na luta contra armas nucleares, biológicas e químicas podem trazer mal-estar.
Fonte: Globo News




