16/06/2003 16h44 – Atualizado em 16/06/2003 16h44
Apesar de a quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos em Mato Grosso do Sul ter diminuído 2% em maio, comparado com abril deste ano, o prejuízo na economia do Estado foi de R$ 1,4 milhão, saltando de R$ 118,9 milhões para um calote de R$ 120,3 milhões. Os dados do Banco Central apontam, ao mesmo tempo, uma redução de 170,9 mil folhas devolvidas para 167,5 mil.
Isso significa que o valor médio dos cheques aplicados por pessoas que não tinham fundos em conta e também por golpistas aumentou em 3,23%, de R$ 695,72 para R$ 718,20.
Os registros de débitos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) feitos em maio deste ano tiveram um grande salto, de 86,68%, comparados com o mesmo período do ano passado, em Campo Grande. Segundo dados da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) foram efetuados no mês passado 6.207 registros contra 3.325 de maio de 2002. Por outro lado, os cancelamentos também aumentaram bastante, 70,85%, de 1.983 a 3.388. Avaliando os dois dados, entre os que reabilitaram e os que tiveram o crédito suspenso em maio, o saldo é negativo em 2.819.
O presidente da Associação, Benjamim Chaia, acredita que todo esse cenário reflete o momento de recessão econômica e não apenas calotes propositais. Ele afirma que já há mostras de uma tendência reversão. “A cidade está começando a se movimentar e os comerciantes nunca estiveram tão atentos como agora. Estão fazendo cadastro olhando SPC e tudo mais”, explica.




