16/06/2003 15h00 – Atualizado em 16/06/2003 15h00
A secretária municipal de Saúde de Campo Grande, Beatriz Dobashi, admitiu há pouco, em reunião com o corpo médico da Capital, que o município vive hoje uma epidemia da doença em cães, que é seu hospedeiro. “Trouxemos os médicos da nossa rede e das clínicas e hospitais para que todos estejam atentos aos sintomas e procedimentos para tratamento da leishimaniose, que é uma doença grave e insidiosa”, justificou.
Ela ressaltou a preocupação em relação ao encaminhamento de animais contaminados para tratamento, porque, apesar de eles continuarem aparentemente sadios continuam transmitindo a doença. Além dos sintomas em caninos, outros cuidados aos quais a população deve estar atenta, alerta, são de evitar o acúmulo de lixo orgânico que favorece não só o aparecimento do flebótomo como do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. A reunião ocorrida até o fim da manhã de hoje contou com a participação de 600 médicos.
Mais de 50% dos cães recebidos no CCZ têm leishmaniose:
Mais de 50% dos 1,6 mil cães recolhidos mensalmente ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) confirmam leishmaniose, segundo o diretor do Centro, Francisco de Carvalho. Este ano já foram confirmados 27 casos da doença em humanos na forma visceral em Campo Grande. A secretária municipal de Saúde, Beatriz Dobashi, admitiu hoje que a cidade vive uma epidemia da doença e alertou para a necessidade de adotar o procedimento de eutanásia para animais que confirmarem a doença, evitando a transmissão para humanos através do mosquito flebótomo. Hoje foi desenvolvida uma mesa redonda com em torno de 600 médicos com objetivo principal de familiarizar os profissionais com os sintomas da doença, facilmente confundida com outras em função dos sintomas.



