16/06/2003 13h42 – Atualizado em 16/06/2003 13h42
O mercado financeiro operou de maneira diferente nesta manhã. O dólar comercial fechou a primeira etapa em alta de 0,42%, cotado a R$ 2,849 na compra e R$ 2,852 na venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a primeira em alta de 1,34%, com o Ibovespa em 13.918 pontos. O vencimento dos contratos de opções elevou o volume de negócios na Bolsa, que chegou nesta manhã a R$ 1,303 bilhão.
Entre as ações mais negociadas na Bovespa estavam há pouco Telemar PN, Embraer PN e Petrobras PN. As maiores altas eram de Embratel Par ON (4,3%), Embratel Par PN (4%) e Eletropaulo PN (3,5%). Embraer PN e ON caíam 2,1% e 1,9%, respectivamente, devolvendo a alta acumulada nos últimos dias, depois que a empresa anunciou um contrato de US$ 3 bilhões para a venda de 100 jatos para a norte-americana JetBlue Airways.
As empresas aproveitaram pela manhã o preço baixo para comprar dólar e pagar as dívidas no exterior. A boa notícia hoje foi o resultado da balança comercial, que acumula até o dia 15 de junho, superávit de US$ 9,082 bilhões. Até agora, as exportações somaram US$ 29,837 bilhões e as importações, US$ 20,755 bilhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Secex).
Os investidores também ficaram na expectativa em relação ao resultado da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que vai definir nesta terça e quarta-feira o destino da Selic, taxa básica de juros. Nas duas últimas reuniões, o Copom manteve a taxa em 26,5% ao ano.
O diretor de tesouraria do Banco Fator, Sérgio Machado, disse que o BC teria condições de reduzir a taxa, mas afirmou que a queda do compulsório como está sendo comentada pelo mercado também seria bem-vinda. O economista disse que a liberação do compulsório beneficiaria as pequenas e médias empresas, que não conseguem buscar créditos mais baratos no mercado, mesmo com a redução da Selic.
- Eu acredito que o Banco Central tem espaço para reduzir a Selic em até um ponto percentual, mas há boatos sobre a redução do compulsório no lugar dos juros. Se isso acontecer também será positivo, principalmente para as pequenas e médias empresas que pagam juros altos no mercado e não têm grande benefício com a redução simbólica da Selic – afirmou.
Na véspera da reunião do Copom, os juros futuros começaram o dia em alta, mas apresentavam às 13h20m redução. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro do ano que vem, o mais negociado, projetava na Bolsa de Mercadorias & Futuro (BM&F) queda de 0,21%, a 23,10% ao ano. Para outubro, a segunda taxa mais observada, a redução era menor, de 0,08%, a 24,25% ao ano. Para julho, a taxa indicava pequena variação negativa de 0,03%, a 25,89% ao ano.




