17/06/2003 08h47 – Atualizado em 17/06/2003 08h47
O dólar comercial abriu em queda de 0,06%, cotado a R$ 2,863 na compra e R$ 2,873 na venda. Começa nesta terça-feira a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que vai definir a taxa de juro básico da economia, e os investidores devem estar ainda mais atentos aos índices de inflação.
Ontem à noite foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas. A taxa voltou a cair e apresentou alta de 0,57 na semana terminada em 8 de junho. Na pesquisa anterior, encerrada no dia 3, o IPC-S havia Interrompido uma seqüência de seis quedas com uma alta de 0,75%.
Hoje, depois do fechamento do mercado, será divulgada a segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado também pela FGV. Na primeira medição, o índice registrou deflação de 0,47%.
Um dia depois de o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, dizer que o controle da inflação é prioridade e que a convergência dos índices para a meta não significa queda de juros a partir de agora, o vice-presidente José Alencar voltou a criticar a alta dos juros. Alencar disse que não tem que provar que é amigo de Luiz Inácio Lula da Silva e atacou a manutenção da Selic em 26,5% ao ano. Ele disse que ninguém pode fazer investimento com um juro a 26,5%, que representa a remuneração de uma empresa em três anos.
Ontem, os investidores já estiveram de olho no resultado do Copom. O dólar comercial encerrou em alta expressiva de 1,23%, cotado a R$ 2,873 na compra e R$ 2,875 na venda, a máxima do dia. Apesar disso, a segunda-feira registrou marcas importantes nos títulos da dívida externa e no indicador de risco Brasil, que ficou abaixo de 700 pontos pela primeira vez em 28 meses. Pelo terceiro pregão consecutivo, os papéis da dívida brasileira registraram expressiva valorização e cotações históricas.
As empresas aproveitaram o recuo da moeda nos últimos dias para comprar dólar e pagar as dívidas no exterior. Além disso, algumas tesourarias de bancos estariam se antecipando à compra da moeda porque contam com a redução na taxa básica de juro.
A moeda americana oscilou bastante nas primeiras horas de negociação e ganhou força no final da manhã. No período da tarde continuou em ritmo acelerado. Os investidores não deram atenção aos resultados positivos da balança comercial e nem mesmo a expectativa de entrada de recursos captados no exterior pelas empresas privadas e pelos bancos. Nos próximos dias poderão entrar os recursos da Usiminas e Sadia.




