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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dólar inverte e cai 0,59%. Bovespa opera em alta

02/07/2003 11h08 – Atualizado em 02/07/2003 11h08

SÃO PAULO – O dólar comercial inverteu a tendência de alta registrada no início do pregão. Às 10h30m, a moeda americana era cotada a R$ 2,819 na compra e R$ 2,821 na venda, com redução de 0,59%. Mais uma vez, o dólar fica na menor cotação do ano e a mais baixa desde 12 de julho do ano passado. Ontem, a moeda fechou em R$ 2,838. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão hoje estável, mas já apresenta alta de 0,48%. O Ibovespa marcava às 11 horas 13.356 pontos e volume financeiro de R$ 89,6 milhões.

Os juros futuros também apresentam queda na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro do ano que registrava queda de 0,13%, a 22,80% ao ano. O DI de outubro de 2003 caía 0,20%, para 24,02% ao ano.

Apesar do otimismo, os títulos brasileiros negociados no exterior não estão em recuperação. Há pouco, o C-Bond, principal título da dívida externa, registrava queda de 0,98%, para 87,75% de seu valor de face. O Global 40, título de longo prazo, caía 2,30%, para 91% de seu valor de face. Já o risco-país estava em alta de 3,12%, aos 791 pontos-base. O risco, calculado pelo J.P Morgan, mede a percepção do investidor estrangeiro na economia

brasileira.

AÇÕES – Entre as ações ações mais negociadas estavam Telemar PN, Petrobras PN e Embratel Part PN. As maiores altas eram de Eletrobras ON (2,6%), Copel PNB (2,4%) e Tran Paulista PN (2,2%). Entre as maiores baixas estavam Tractebel ON (3,3%), Cemig ON (2,2%) e Tele Leste Celular PN (2,2%).

A bolsa paulista acompanha o desempenho das bolsas americanas. O índice Dow Jones apresentava há pouco alta de 0,45% e a Nasdaq elevação de 0,94%. Os investidores em Nova York estão aguardando a divulgação dos indicadores sobre o mercado de trabalho americano, prevista para amanhã.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Ibovespa apresentava alta de 0,14%, com 13.660 pontos. Para o mercado, o Ibovespa deverá variar entre 11.500 a 15 mil pontos neste ano.

Os investidores estarão atentos hoje aos desdobramentos sobre o reajuste das tarifas de telefonia. A Telemar entrou com recurso contra a liminar que suspende o reajuste de até 41,7% autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Uma enxurrada de recursos está aparecendo em todo o país.

Há expectativa para hoje da entrada dos US$ 500 milhões dos títulos emitidos pela Petrobras, negócio que foi anunciado no mês passado. Após o fechamento do mercado, ontem, o Unibanco comunicou que está captando US$ 100 milhões e a Embraer, que fechou um empréstimo de US$ 200 milhões.

Para alguns analistas, os fundamentos macroeconômicos no Brasil estão sólidos, mesmo com a redução na aprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo pesquisa CNI/Ibope, a aprovação do presidente baixou de 75% para 70%. Um percentual menor de pessoas (43%) avaliam como ótimo ou bom o governo Lula, contra 51% na pesquisa anterior. Mesmo assim, os índices ainda são bem altos.

Os indicadores de inflação em queda também animam o mercado. Ontem, especialmente, os investidores comemoraram a possibilidade de redução do preço da gasolina, que poderá minimizar o impacto do reajuste de tarifas de telefonia na inflação de julho. Segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, a queda nos preços dos combustíveis ocorrerá ainda nesta semana.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir o rumo da taxa básica de juros, a Selic, ocorrerá em duas semanas. No semestre passado, o Banco Central reduziu a taxa apenas uma vez, em junho. O juro caiu de 26,5% para 26% ao ano. Há alguns meses, a queda da taxa não era considerada para julho, mês que tradicionalmente ocorrem os aumentos das tarifas públicas, como telefonia e energia elétrica. A expectativa é que somente a partir de setembro, o governo pudesse afrouxar a política monetária.

No campo político, o cenário está favorável. O mercado ficou animado com o apoio dos governadores às reformas e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado não teve grande repercussão. Ontem à noite, a comissão aprovou a quebra de sigilo do próprio Banco do Estado do Paraná para apurar a evasão de divisas.

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