23/07/2003 09h28 – Atualizado em 23/07/2003 09h28
BRASÍLIA – Na saída da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse que a negociação com o governo federal sobre a reforma tributária avançou na discussão da partilha da Cide, o imposto dos combustíveis, e da criação do fundo de compensação das exportações, mas não houve acordo.
- Não houve acordo, por isso minha posição é de cautela. Aposto na sensibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na disposição de manter o acordo – afirmou.
Segundo Aécio, os governadores aguardarão “com cautela” as discussões do governo, inclusive no Congresso.
- Nada foi fechado. A reunião de hoje ficou, na quase totalidade, em torno das questões do fundo de compensação próximo à integralidade das perdas e também da Cide. As outras questões ficaram para discussão futura já que o tempo não era adequado. Não esperava uma resposta taxativa e definitiva do governo federal, que tem lá as suas contas – afirmou Aécio.
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), não quis tomar partido, mas deixou transparecer que a reunião com Lula o deixou mais animado do que a que tivera de manhã com os ministros José Dirceu (Casa Civil) e Antônio Pallocci (Fazenda).
- Lula sabe o quanto é importante o pacto com os governadores.
Perillo disse que há estados que passam por uma grande crise econômica e que reconhece, da mesma maneira, uma crise orçamentária no governo federal. Por isso, segundo ele, é que é defendido um acordo entre os estados e o Planalto.
- Mas sabemos que o Congresso tem a palavra final – disse.
Antes do encontro, Aécio já estava prevendo a hipótese de não se chegar a um desfecho da discussão com o governo nesta terça-feira. Ele comparou a negociação com uma partida de futebol.
- O jogo está no intervalo, no zero a zero, e ainda pode ter prorrogação.
Os governadores insistem que o país é uma república federativa e que por isso é necessário o equilíbrio fiscal não só da União como também dos estados e dos municípios. Aécio disse que há estados em pré-insolvência.
Fonte: Globo News



