23/07/2003 10h38 – Atualizado em 23/07/2003 10h38
A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas no país subiu para 13% da população economicamente ativa (PEA) em junho, divulgou o IBGE. Em maio, o desemprego estava em 12,8%. A taxa também subiu em relação a junho do ano passado, quando o desemprego era de 11,6%. No intervalo de um ano, os trabalhadores também sentiram queda de 13,4% no rendimento médio recebido.
A taxa de desemprego de 13% é a maior da série histórica da nova pesquisa mensal de emprego do IBGE. O estudo passou a ser divulgado em dezembro do ano passado, mas a coleta dos dados englobados pela nova metodologia começou em outubro de 2001. A pesquisa engloba as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.
No intervalo de um ano, surgiram mais 270 mil pessoas desocupadas na faixa dos 11 anos ou mais de estudo. O número total de desempregados ficou 449 mil maior.
O rendimento médio real ficou em R$ 847,90 no mês passado. Relativamente a maio de 2003, não houve variação significativa. Sobre junho de 2002, todas as categorias tiveram redução no rendimento. A maior perda foi dos trabalhadores por conta própria (19,7%), seguidos pelos empregados com carteira de trabalho assinada (9,4%) e dos sem carteira assinada (8,6%).
De acordo com o IBGE, as seis regiões metropolitanas tinham 2,735 milhões de desempregados em junho, dos quais 54% são mulheres e 46%, homens.
Os números foram calculados com a nova metodologia da entidade, que considera como PEA trabalhadores de dez anos de idade em diante. Também leva em conta dados de pessoas que tenham procurado emprego nos 30 dias imediatamente anteriores à pesquisa.
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