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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Entidade Ambientalista deverá agitar Brasilândia

24/07/2003 18h48 – Atualizado em 24/07/2003 18h48

Está marcada para o dia 02 de agosto próximo a criação da Instituto Cisalpina de Pesquisa e Educação Sócio-Ambiental, associação não-governamental que promete agitar os ambientalistas e o meio cultural de Brasilândia. Sob a direção do médico veterinário e bacharel em Direito, Dr. Carlos Alberto dos Santos Dutra, o popular Carlito, a entidade reúne profissionais e acadêmicos de várias áreas do saber, entre eles, administradores, farmacêuticos, pecuaristas, profissionais liberais, professores, pedagogos, engenheiros, advogados, agrônomos, biólogos e técnicos em agropecuárias, todos pessoas interessadas na defesa do meio ambiente e a qualidade de vida do município de Brasilândia e região.

Segundo o Prof. Carlito, que também é mestrando em História na Federal de Dourados, a entidade tem como objetivo básico a conscientização da população: “Queremos a mudança de comportamento em relação ao meio ambiente, estimulando a pesquisa e a educação ambiental nas escolas, clubes de serviço e associações para uma nova mentalidade, uma cultura de direitos, com o olhar para o coletivo, para o patrimônio ambiental, histórico e cultural da nossa região”.

O Estatuto da Entidade, foi aprimorado pelo Dr. Nelson João Bertipaglia Júnior e conta com a participação de pessoas de vários segmentos sociais de Brasilândia, pretende ser uma alavanca no enfrentamento de diversos problemas ambientais do município, entre eles, destaca o Prof. Carlito, os relacionados à conservação da bacia do rio Paraná e seus tributários, Verde, Taquaruçu, córregos, Jardim e Viação.

Ponto que igualmente deverá ser enfrentado pela entidade é o relacionado à necessidade do município inteirar-se sobre o manejo e a manutenção das áreas de preservação ambiental da região, bem como o abandono praticado pela Companhia Energética de São Paulo-CESP, em relação à fazenda Cisalpina e Flórida que estão à mercê de caçadores que têm ingressado nelas, inadvertidos de que aquele patrimônio, de aproximadamente 15 mil hectares, é um importante espaço de refúgio de animais silvestres.

A proposta da criação da entidade, reforça o sonho alimentado por muitos em Brasilândia. Inclusive o de, futuramente, ver desenvolver no município, ações que possibilitem a implementação de uma escola de meio-ambiente, ou talvez uma faculdade, explica o Mestre em História Indígena, Prof. Carlito. A possibilidade de gerenciamento de áreas verdes e o desenvolvimento de estudos de impactos sobre a fauna e a flora em parceria com o poder público e iniciativa privada também é outra meta que a entidade se propõe.

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