25/07/2003 14h53 – Atualizado em 25/07/2003 14h53
BRASÍLIA – O secretário de Previdência, Helmut Schwarzer, informou nesta sexta-feira que o déficit nas contas do INSS no primeiro semestre deste ano foi de R$ 9,6 bilhões, valor 16,6% superior ao do mesmo período de 2002, quando o saldo negativo foi de R$ 8,2 bilhões. O déficit é o maior da História em termos reais, ou seja, já descontada a inflação. Segundo ele, para reequilibrar as contas do INSS este ano o país precisaria crescer de 2% a 3%. No entanto, pelas estimativas oficiais o país deve crescer apenas 1,5%. O déficit projetado para o INSS no ano é de R$ 26,158 bilhões.
- Espero que haja uma recuperação da economia em função da queda gradativa da taxa de juros (Selic) e das políticas de microcrédito implementadas pelo Ministério da Fazenda ontem – disse o secretário.
De acordo com o secretário, num momento difícil da economia, quando a empresa está em situação financeira complicada, ela prefere assumir outros compromissos do que pagar a contribuição previdenciária.
O secretário explicou que o aumento do déficit do INSS no primeiro semestre foi provocado, principalmente, pela queda da arrecadação patronal e dos trabalhadores. Segundo ele, no primeiro semestre o INSS arrecadou R$ 36,05 bilhões, contra R$ 38,3 bilhões no mesmo período do ano passado.
O secretário disse ainda que a diferença entre a arrecadação e o pagamento de benefícios no semestre, de R$ 9,58 bilhões, só não foi maior porque houve redução de despesas com pagamento de benefícios em função da inflação, que corroeu o valor das aposentadorias.
- O problema central é a arrecadação – afirmou.




