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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Matriz da Volks na Alemanha diz que plano de cortar 4 mil empregos no Brasil está de pé

26/07/2003 09h08 – Atualizado em 26/07/2003 09h08

FRANKFURT e SÃO PAULO – A matriz da Volkswagen na Alemanha reiterou sua intenção de cortar quatro mil empregos da montadora no Brasil, desmentindo as informações de que a filial brasileira desistira das demissões no país. A notícia foi divulgada pela agência Bloomberg News.

De acordo com a agência, o diretor do grupo, Bernd Pischetsrieder, afirmou que a medida vai compensar o momento crítico da maior economia da América Latina.

— Nada mudou nos nossos planos — completou Dirk Grosse-Leege, diretor de Comunicação da montadora, citado pela Bloomberg.

A alemã Volkswagen terminou o segundo trimestre com lucro líquido 49% menor do que o de igual intervalo do ano passado. Os ganhos da empresa baixaram de 776 milhões em 2002 para 394 milhões de euros em 2003. Em todo o primeiro semestre, o ganho líquido somou 596 milhões de euros, 57,5% abaixo do 1,403 bilhão de euros da primeira metade de 2002.

O relatório cita que a VW teve queda no faturamento de 21,3% no primeiro semestre no mercado brasileiro e sua fatia de mercado passou de 27,1% em 2002 para 23,6%. A empresa diz que a situação econômica no país não melhorou, o que reduziu a demanda por automóveis.

As receitas mundiais da empresa no trimestre baixaram 2,9%, para 22,1 bilhões de euros. No primeiro semestre, a queda foi de 2,8% sobre igual intervalo de 2002, para 42,8 bilhões de euros.

O lucro operacional caiu 56,1% na comparação com o segundo trimestre de 2002, somando 616 milhões de euros, e baixou 51,8% no acumulado do primeiro semestre, para 1,22 bilhão de euros.

A empresa atribuiu a piora nos resultados à continuidade da fraqueza no mercado automotivo, a flutuações cambiais desfavoráveis – que elevaram o valor do euro – e ao alto custo do lançamento de novos modelos.

Para o segundo semestre, a empresa prevê melhora no lucro operacional, conforme crescerem as vendas dos modelos novos (como o novo Golf e os Audi A3 e A8). A companhia ressalva, contudo, que para o ano inteiro de 2003 “o lucro operacional será significativamente menor do que o do ano anterior, em particular na contabilidade de efeitos extraordinários das medidas de reestruturação no Brasil”.

Fonte: Globo News

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