28/07/2003 08h07 – Atualizado em 28/07/2003 08h07
O grupo militante islâmico Hezbollah ameaçou a voltar a seqüestrar israelenses se Israel rejeitar “a última chance” nas negociações de troca de prisioneiros entre os dois lados.
A ameaça foi feita pelo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que afirmou que o grupo vai trabalhar “dia e noite” para tomar israelenses como reféns se Israel não libertar 13 libaneses que mantém presos.
A declaração de Nasrallah foi feita apenas horas depois de Israel anunciar a libertação de 540 prisioneiros palestinos.
A medida está sendo vista como um gesto de boa vontade de Israel no momento em que o primeiro-ministro do país, Ariel Sharon, realiza uma visita oficial ao presidente americano, George W. Bush, em Washington.
Sharon chegou neste domingo à capital federal americana, onde deve ficar três dias.
Hamas e Autoridade Palestina:
Em troca da libertação dos 13 prisioneiros, o Hezbollah promete soltar quatro israelenses que mantém como reféns.
O chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Moshe Yaalon, no entanto, acusou o Hezbollah de explorar uma questão humanitária para conseguir concessões.
O Hezbollah não foi o único a atacar a forma como Israel vem agindo no atual processo de paz.
O líder do grupo militante palestino Hamas, Abdel Aziz Al-Rantissi, ameaçou romper com o cessar-fogo se Israel não libertar todos os 6 mil palestinos que mantém presos – muitos sem acusação formal.
A própria Autoridade Palestina recebeu a notícia da libertação com ceticismo.
“Esta decisão só foi tomada para que Ariel Sharon possa se livrar da pressão americana em todos os aspectos do plano”, afirmou o ministro para assuntos de prisioneiros da organização, Hisham Abd al-Raziq.
O grupo de prisioneiros deverá ser formado por 210 militantes de organizações islâmicas, 210 aliados do presidente Yasser Arafat e outros 120 presos por crimes comuns.
Israel não incluiu nenhum prisioneiro que tenham participado diretamente de ataques contra israelenses.
Fonte: BBC Brasil




