28/07/2003 15h44 – Atualizado em 28/07/2003 15h44
A volta da mão dupla na Avenida das Bandeiras, em Campo Grande, desde sábado último, está agradando comerciantes locais que comemoram aumento das vendas, mas, por outro lado, preocupa por conta do desrespeito aos limites de velocidade e a falta de acostamento em um dos lados. Hoje, no primeiro útil depois das mudanças, houve elogios e também críticas. Proprietário do Bandeirão Utilidades Domésticas, estabelecido no local há um ano, Antônio Araújo conta que neste período já assistiu a dois acidentes no local, cruzamento com a Rua Seles. Ele aponta como positiva a duplicação, que trouxe um incremento de 30% na clientela, mas reclama que ainda falta acostamento no sentido bairro-centro. “A calçada é muito larga e a pista se torna estreita”, observa, explicando que isso acaba dificultando a parada de veículos. O comerciante afirma, ainda, que tem percebido imprudência em relação à velocidade máxima permitida do trecho na via que compreende seu estabelecimento, de 40 quilômetros por hora, e sugere a implantação de um semáforo no cruzamento com a Rua Seles.
Geraldo Zanetoni, que também é comerciante da região, disse que a procura melhorou mas tem receio porque segundo ele, nem mesmo os policiais respeitam os limites de velocidade. “Às vezes passam aqui sem sirene ligada em alta velocidade”, afirma, explicando que não há como discernir se as viaturas estão ou não em atendimento de ocorrência o que justificaria a velocidade superior à permitida. O sócio-proprietário do Frigolop, Ronaldo Comarella, que há oito anos tem o estabelecimento no local, disse que já presenciou vários acidentes e considera a via perigosa. Ele também concorda que houve aumento de procura pela clientela, mesmo sem saber mensurar em quanto, mas reclama policiamento para orientar os condutores. Em sua opinião é preciso maior orientação no início do trecho que voltou a ser mão dupla, já que as placas não são suficientes para alertar os motoristas. Na opinião do comerciante a pista é muito estreita e como é muito usada por motociclista acaba potencializando riscos de acidentes automobilísticos. A sugestão é que a calçada seja reduzida em dois metros para implantação de acostamento.
Fonte: Campo Grande News



