28/07/2003 16h43 – Atualizado em 28/07/2003 16h43
SÃO PAULO – O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, reafirmou nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio CBN, que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não tolerará ações de sem-terra ou de fazendeiros que quebrem a legalidade e a constitucionalidade.
- Temos uma secular dívida social, o Brasil é um dos únicos países que não fez a reforma agrária. Reconhecemos no MST um movimento de reivindicações, mas a sua luta só pode ser feita dentro da legalidade, não toleraremos a quebra da legalidade, assim como não toleraremos aqueles fazendeiros que se valham de jagunços para defender a sua propriedade – afirmou o ministro.
O governo federal decidiu intensificar o trabalho de inteligência da Polícia Federal no monitoramento dos sem-terra no país. Em reunião de 45 minutos do ministro da Justiça com o diretor da PF, Paulo Lacerda, ficou decidido que não haverá ação mais veemente dos policiais federais no campo, como prisão de sem-terra, por exemplo, ou de fazendeiros. Com isso, Bastos espera não agravar ainda mais os conflitos no campo, segundo informou a assessoria do ministério.
A investigação e o acompanhamento das ações dos sem-terra, porém, se tornarão mais eficientes, de acordo com o que ficou decidido na reunião. As informações serão compartilhadas com os governos estaduais. O ministro da Justiça deverá ter um encontro para dicutir o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula nos próximos dias.
Os estados com registros mais preocupantes de conflito agrário são Pernambuco, Alagoas, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
- O governo interferirá com toda a força para impedir a quebra da legalidade. Estamos acompanhando caso por caso. Só não se espere de nós que toleremos a ilegalidade nem que iremos além da legalidade na nossa reação – afirmou Bastos.




