31/07/2003 16h37 – Atualizado em 31/07/2003 16h37
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou de dar uma resposta na segunda-feira sobre as mudanças na reforma da Previdência levadas pelos líderes da base aliada. A informação é do líder do PSB na Câmara, deputado Eduardo Campos (PE). Na saída da casa do ministro da Casa Civil, José Dirceu, o deputado disse que o presidente defendeu o relatório do deputado José Pimentel (PT-CE) e que, se houver modificações, elas precisam do apoio dos líderes da base aliada.
Segundo Campos, o presidente disse que ainda conversará com a comissão de governadores na segunda à tarde e voltará a falar com os líderes à noite.
- Falamos com muita franqueza ao presidente. São pequenos ajustes e acredito que ele vai concordar – disse o deputado.
Os líderes saíram confiantes da reunião. Eles acreditam que o presidente vai acatar sugestões para mudanças no texto da reforma da Previdência. Uma delas em relação ao subteto do Judiciário nos estados, que, de acordo com os líderes, pode subir de 75% – como está no relatório do deputado José Pimentel (PT-CE) – para 85,75%, mais próximo dos 90,25% exigidos pelos magistrados.
Outra mudança que os líderes esperam ver aceita pelo presidente se refere à redação do texto da emenda constitucional da reforma. Segundo eles, é preciso reformular o texto para tornar mais clara no relatório a garantia da integralidade da aposentadoria para os atuais servidores.
Uma terceira mudança importante, na opinião dos líderes, é em relação ao valor da pensão das viúvas. A idéia é de que o teto para que o pagamento seja integral seja modificado de R$ 1.058 para R$ 2.400. Se o teto subir, o redutor do excedente fica, de acordo com a nova proposta, em 50%. Se o teto permanecer no valor previsto pelo relatório original, o redutor então passa para 30%.
Fonte: Globo News



