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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Volks dá início ao afastamento de 3.933 funcionários

31/07/2003 15h09 – Atualizado em 31/07/2003 15h09

SÃO PAULO – A Volkswagen iniciou nesta quinta-feira o processo de afastamento de seus quadros dos 3.933 funcionários considerados pela montadora como excedentes. Em Taubaté, foram transferidos 500 metalúrgicos para o Instituto Gente, braço da empresa criado para treinar e requalificar pessoal. Os trabalhadores depois terão a opção de entrar na Autovisão, uma outra empresa do grupo. Em Taubaté, segundo o sindicato local, receberam o comunicado da empresa 1.300 empregados.

Segundo a assessoria da monstadora, serão transferidos 3.933 trabalhadores, já a partir de 1º de setembro. Os comunicados estão sendo enviados por carta a partir desta quinta-feira. Os metalúrgicos perdem o cargo atual, mas são transferidos com os mesmos salários e benefícios. A lista é flexível e os que quiserem ser transferidos por conta própria poderão fazer a solicitação à montadora.

A Volks informou que a medida faz parte do plano de redirecionamento da empresa no mercado brasileiro. A empresa reafirmou que não pretende quebrar o acordo para a estabilidade do emprego até 2006.

A decisão foi tomada depois de negociações frustradas que aconteceram nesta quarta-feira entre os sindicalistas e representantes das montadoras. Em Taubaté, de acordo com um diretor do sindicato, parte dos metalúrgicos já está parada. Dos 8.500 funcionários, 3 mil cruzaram os braços e estão na porta da fábrica fazendo uma assembléia. Os empregados da linha de montagem e pintura não estão trabalhando nesta tarde. A fábrica produz veículos da linha Gol.

A montadora afirma que está passando por uma grande crise no Brasil e pediu para os trabalhadores serem flexíveis.

Nesta quarta-feira, depois de quase sete horas de reunião com os representantes dos sindicatos dos metalúrgicos do ABC e de Taubaté, a direção da Volkswagen do Brasil informou que, a partir desta quinta, mil trabalhadores de São Bernardo do Campo e 500 de Taubaté começariam a ser comunicados, através de carta, que foram escolhidos para fazer parte do projeto Autovisão Brasil.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, a decisão da montadora atropela as negociações que os sindicalistas vinham fazendo com a multinacional e, mais que isso, é um ataque frontal aos acordos assinados que garantem os empregos dos trabalhadores da Volks. Esses acordos garantem estabilidade até fevereiro de 2004 para os metalúrgicos de Taubaté e até novembro de 2006 para os de São Bernardo.

“A este preço, o projeto não nos interessa. A Autovisão pode ficar na Alemanha, que nós ficaremos com nossos acordos. Consideramos que a Volks está agredindo nossos acordos, o que, para nós, é absolutamente inaceitável”, disse Feijóo, por meio de um comunicado.

Fonte: Globo News

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