01/08/2003 09h24 – Atualizado em 01/08/2003 09h24
O secretário municipal de Serviços e Obras Públicas, Edson Girotto, registrou na madrugada de hoje, às 00h15, um Boletim de Ocorrência contra dois funcionários da Brasil Ferrovias, Alvino dos Santos Teixeira e Sidney Moreira de Andrade, por danos ao patrimônio público. Os dois iniciaram a destruição de asfalto com uma pá carregadeira, na Rua Ramalho Urtigão, esquina com Avenida Noroeste, no bairro Dr. Albuquerque. Eles argumentaram que a ordem da empresa era retirar o pavimento para realização de obras na passagem de nível no local.
A pá carregadeira foi parada por populares, revoltados com a danificação do asfalto, que é novo. As máquinas chegaram a fazer um buraco de17 metros de diâmetro e 35 centímetros de profundidade, um prejuízo estimado pelo secretário de R$ 40 mil. Girotto solicitou uma perícia para avaliar os danos e apontou quatro populares como testemunhas do fato.
Moradores tentaram impedir máquina de quebrar asfalto:
Os moradores da rua Ramalho Urtigão identificaram a ação da pá carregadeira, que estava abrindo uma cratera no asfalto recém construído, e se colocaram diante da máquina para impedir a continuidade do trabalho. O buraco foi aberto no cruzamento da rua com a linha férrea, em Campo Grande. A princípio, os moradores acreditavam que tratava-se de uma equipe da prefeitura, que recentemente pavimentou a via, dentro do projeto Bandeira, mas como já era mais de 20h e foi constatado que a máquina estava quebrando o asfalto, eles chamaram a Polícia e engenheiros que atuaram na pavimentação.
O prefeito André Puccinelli, engenheiros da prefeitura e o secretário de Serviços Públicos e Obras, Edson Girotto, foram ao local. Os funcionários revelaram que cumpriam determinação da empresa Brasil Ferrovias, detentora da concessão para o uso da malha ferroviária em Mato Grosso do Sul. Dois funcionários foram encaminhados para o 1º Distrito Policial para prestarem esclarecimentos. A prefeitura pediu perícia no local.
O aposentado Dorival do Amaral Góes, de 70 anos, mora em frente ao local onde o asfalto foi quebrado. Ele contou que muitas pessoas se reuniram para protestar contra a escavação no asfalto. Góes ficou revoltado com a ação. Ele contou que os moradores ainda estavam comemorando a pavimentação da rua. “Eles vêm aqui estragar o que ta feito”, indignou-se. Ele classificou a atitude como uma ação feita na calada da noite.
Durante o protesto, um morador teria se machucado. Ele teria ido conversar com os funcionários que estavam quebrando o asfalto e caído sobre partes do asfalto quebrado. O morador teria sofrido escoriações, relatou Góes.
Puccinelli foi ao local onde asfalto foi danificado:
O prefeito de Campo Grande, André Puccinelli, esteve ontem à noite na vila Dr. Albuquerque, onde moradores impediram que uma pá escavadeira continuasse abrindo uma cratera no asfalto recém construído. A obra estaria sendo feita pela empresa Brasil Ferrovias, sem a autorização da prefeitura.
Os moradores chamaram a Polícia e o engenheiro da prefeitura responsável pela obra para tentar impedir a continuidade do trabalho. O buraco estava sendo cavado no cruzamento da rua Ramalho Urtigão com a linha férrea. O secretário de Obras, Edson Girotto, também esteve no local. Segundo ele, o buraco cavado tinha 17 metros de diâmetro com 35 de profundidade. O prejuízo ao patrimônio público foi estimado em R$ 40 mil.
O morador Dorival do Amaral Góes, de 70 anos, contou que a situação deixou o prefeito revoltado e ele teria dito que queria arrancar os trilhos dali.
Fonte: Campo Grande News




