Uma denúncia relacionada a um cachorro que estaria colocando pedestres em risco terminou com a prisão de um homem de 53 anos e na descoberta de uma suposta reunião ligada ao chamado “tribunal do crime”, na manhã desta sexta-feira (3), no bairro São Carlos, em Três Lagoas.
De acordo com a Polícia Militar, equipes da Força Tática do 2º Batalhão realizavam patrulhamento pela região quando foram informadas por moradores de que um cão, preso por uma corrente em frente a um estabelecimento comercial, estaria avançando contra pessoas que passavam pela calçada. As denúncias também apontavam que o responsável pelo imóvel estaria intimidando moradores com armas de fogo.
No endereço indicado, os policiais localizaram o suspeito, conhecido pelo apelido de “Tranbique”. Conforme o registro da ocorrência, ele não acatou as determinações da equipe, reagiu à abordagem e passou a ofender os militares. Diante da resistência, foi necessário o uso moderado da força e de algemas para contê-lo.
Durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram uma espingarda de pressão, uma arma artesanal adaptada para disparar munições calibre .22, além de três munições intactas. Também foram apreendidos sete pacotes de cigarros de origem estrangeira, supostamente contrabandeados, fios de cobre queimados sem comprovação de procedência e dois papagaios mantidos em cativeiro sem autorização dos órgãos ambientais.
Enquanto a ocorrência ainda estava em andamento, um jovem compareceu ao local e relatou aos policiais que havia sido chamado para uma reunião no estabelecimento. Segundo seu depoimento, ele vinha sendo ameaçado de morte após ser acusado por integrantes de uma organização criminosa de atuar como informante, sendo chamado de “X9”.
A suposta vítima afirmou que acreditava ter sido atraída ao local para participar de um chamado “tribunal do crime”. Para reforçar a denúncia, apresentou mensagens armazenadas no telefone celular que, segundo ele, indicam as ameaças recebidas.
O homem detido, a suposta vítima e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), onde a ocorrência foi registrada.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer as circunstâncias do caso, apurar a origem dos materiais apreendidos e verificar a existência da suposta sessão de “tribunal do crime” denunciada pela vítima.
(*) Rafael de Souza




