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sábado, 4 de julho de 2026

Capacidade do presídio está acima dos limites e prejudica ação policial

11/08/2003 17h43 – Atualizado em 11/08/2003 17h43

A capacidade do Estabelecimento Penal de Três Lagoas (EPTL) está muito acima dos limites de segurança e a falta de vagas está prejudicando os trabalhos policiais da cidade.

“Não temos condições mínimas de receber mais alguém, porque atingimos nosso limite máximo. Seria uma irresponsabilidade grave de nossa parte, se aceitarmos mais algum preso”, advertiu o diretor do EPTL, Gilmar Gomes Mariano, na tarde de ontem, por telefone, à redação da sucursal do Diário MS.

O presídio possui hoje 240 internos, o que significa 180 além de sua capacidade normal, que é de 60 presos. Nas celas do 1º Distrito Policial (1ºDP), estão detidos 20, aguardando vaga no EPTL. No 2º DP, também estão quatro pessoas detidas, para serem encaminhadas ao presídio. E na Delegacia da Polícia Federal, estão mais seis detidos, também aguardando o surgimento de vagas no presídio, segundo informou Gomes.

“Se aceitar mais alguém, estou criando condições favoráveis para o surgimento de alguma rebelião, motim ou outro tipo de confusão, porque nossa estrutura física há tempos já está superada”, disse o diretor do EPTL, confirmando que somente aceitará mais alguém, “se vier acompanhado de alguma determinação judicial, que me isente de qualquer responsabilidade”.

A medida, certa e sensata do diretor do EPTL, segundo ele mesmo reconhece, irá prejudicar a ação das polícias Civil, Militar e Federal, porque existem mandados de prisão a serem cumpridos e flagrantes que exigem prisão imediata. Com essa medida, “até o policiamento ostensivo e preventivo pode ser prejudicado”, advertia uma autoridade policial.

As obras de construção de um novo presídio em Três Lagoas estão paralisadas há quase um ano. Apesar do secretário de Segurança, Dagoberto Nogueira Filho, haver anunciado para julho o reinício das obras e previsão de entrega do novo presídio para dezembro, nada de concreto está sendo feito. As autoridades alegam que não houve ainda o repasse de verbas federais para a obra.

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