11/08/2003 08h06 – Atualizado em 11/08/2003 08h06
SÃO PAULO – Os balanços publicados até a semana passada mostram que, apesar da estagnação da economia, as empresas voltaram a operar no azul. O que fez a diferença foi a desvalorização do dólar até junho (de 18,7%) que reduziu os estragos das dívidas corrigidas pela moeda americana. Com a queda das despesas financeiras, o lucro engordou. De acordo com a consultoria Economática, o lucro líquido de 67 companhias não-financeiras atingiu R$ 7,545 bilhões no primeiro semestre do ano. O resultado fez esquecer o prejuízo de R$ 1,167 bilhão acumulado por essas mesmas empresas de janeiro a junho de 2002, quando a incerteza eleitoral elevou o dólar em 22,6%.
O tamanho deste lucro não se compara aos resultados do setor financeiro. Beneficiados pela manutenção de juros e tarifas elevados, as instituições financeiras publicaram nos últimos dias balanços bilionários. Líderes do ranking de bancos privados no país, Bradesco, Itaú e Banespa (controlado pelo espanhol Santander) lucraram juntos R$ 3,584 bilhões até junho, o que representa 47,5% do resultado das 67 empresas pesquisadas. Enquanto a rentabilidade anualizada das empresas não passou de 9,4%, a dos bancos chegou a 27,6%.
Fonte: O Globo




