11/08/2003 14h20 – Atualizado em 11/08/2003 14h20
BRASÍLIA – Aprovada a reforma da Previdência, o governo se prepara agora para enfrentar uma nova disputa interna para a elaboração do Orçamento de 2004, o primeiro da administração petista. Nos próximos 20 dias, a proposta de Orçamento elaborada pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará ao Congresso. E uma batalha similar à protagonizada no governo Fernando Henrique, entre desenvolvimentistas e monetaristas, voltará a ocorrer nos bastidores do governo. A diferença é que, além de querer mais crescimento, entre os petistas aumenta o clamor por mais recursos para a área social.
De um lado, está o chefe da Casa Civil, José Dirceu, que já disse aos deputados petistas que o governo precisa mudar de agenda para privilegiar a questão social e que o Orçamento do ano que vem deve ter mais recursos para a Saúde e Educação. De outro, a equipe econômica, comandada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, guardiã da estabilidade, defensora do superávit fiscal e de uma política econômica mais restritiva nos gastos.
— Há uma nítida diferença entre Palocci e Dirceu e uma tensão natural. É como numa empresa em que os diretores querem mais recursos e o financeiro protege o caixa — diz um integrante da cúpula do PT, ao comentar a elaboração do Orçamento.
Fonte: O Globo




