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sábado, 4 de julho de 2026

Programa de rádio estimula ouvinte a desenvolver seu próprio negócio e oferece prêmio de 2 mil reais

11/08/2003 08h52 – Atualizado em 11/08/2003 08h52

Transformar talento em fonte de renda. Este é o objetivo do programa de rádio A gente sabe, a gente faz transmitido em todo o país. Em Mato Grosso do Sul 40 rádios veiculam o programa que tem como meta atingir mais de três milhões de brasileiros, além de cadastrar 340 mil ouvintes pelos canais de interação disponíveis. O programa está no ar desde o dia 1º de julho, todas as terças e quintas, e tem três meses de duração.

A proposta é levar o empreendedorismo até as populações de baixa renda e escolaridade, além de pessoas que se ocupam de pequenos empreendimentos familiares e comunitários existentes ou em fase de implantação, autônomos, free lancers, donas de casa, estudantes, assalariados de baixa renda e desempregados.

Durante o programa, o ouvinte fica sabendo como é possível ganhar dinheiro com uma atividade que já faz e quer melhorar, ou que tem vontade de fazer. Por exemplo: artesanato, serviço de marcenaria, bordados, costura, salgados, organização de festas, conserto de eletrodoméstico, etc

O “A gente sabe, a gente faz” vai sortear dois mil reais em máquinas ou equipamentos, sendo um prêmio por Estado, para os ouvintes que se cadastrarem pelo call center e contarem o seu “Sonho de Negócio”. Além desse prêmio, os ouvintes concorrerão ao sorteio de camisetas do programa e cursos do Sebrae. Os interessados podem se inscrever pelo telefone gratuito 0800 702 0220 e pela caixa postal 9902 – Brasília (DF) – CEP: 70001-070.

Em Mato Grosso do Sul, 12 pessoas foram sorteadas com bonés e camisetas nos municípios de Aquidauana, Bela Vista, Campo Grande, Corumbá, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Mundo Novo, Paranaíba, Rio Brilhante e Sidrolândia.

Audiência – No Brasil, mais de 71 mil pessoas estão cadastradas para concorrer ao “Sonho de Negócio” através do prêmio de 2 mil reais por Estado. Atualmente, em Mato Grosso do Sul, cerca de 1.070 ouvintes estão cadastrados. Deste número, 86% são de desempregados. A maioria sobrevive de “bicos”. Do total, 20% recebem até um salário mínimo, 25% recebem dois salários e apenas 11% recebem três e 4% não possuem renda. Dos cadastrados no Estado, 32% não completaram o primeiro grau e apenas 2% possuem o superior completo.

A ouvinte Adriana Ferreira, da cidade de Nova Andradina, escreveu ao programa para concorrer ao prêmio e ajudar o marido que tem o sonho de montar seu próprio negócio. Na carta, Adriana conta que seu marido quer trabalhar com propaganda e para isso precisa de caixas de som, fitas e demais equipamentos que totalizam o valor do prêmio. Já Helena Pereira Lima, de Caarapó, que vende salgado nas ruas da cidade, tem o sonho de montar uma pastelaria. Segundo Helena, o valor do prêmio equivale a todos os equipamentos que necessita: um balcão, um freezer, uma estufa, além de cadeiras e mesas. “Já sofri muito e ninguém me ajudou”, conta na carta, com a esperança de ser sorteada e aposentar a bicicleta que usa na venda dos salgados.

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