19 C
Três Lagoas
sábado, 4 de julho de 2026

Bovespa abre estável. Dólar é cotado a R$ 3,007

12/08/2003 09h11 – Atualizado em 12/08/2003 09h11

SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu estável, com ligeira baixa de 0,01%, Índice Bovespa em 13.558 pontos e volume financeiro de R$ 2 mil. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento nesta quarta-feira sobe 0,29%, aos 13.650 pontos. Já o dólar comercial abriu em alta de 0,06%, cotado a R$ 2,997 na compra e R$ 3,007 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em setembro está em R$ 3,042, com baixa de 0,13%. Os mercados de câmbio e juros concentram as atenções nesta terça-feira aos mais recentes números sobre índices de preços, que darão subsídios para a decisão do Banco Central (BC) sobre os juros básicos da economia.

O IGP-M de agosto mostrou estabilidade dos preços na primeira semana de agosto. O IPC-Fipe foi praticamente idêntico, com baixa de 0,01% na primeira quadrissemana (período de 30 dias encerrados em uma determinada semana) deste mês. As taxas têm ficado abaixo das previsões e mostram que há espaço para novos cortes na taxa Selic, hoje de 24,50%.

O boletim Focus, do BC, mostrou ontem que o mercado espera uma queda de 1,5 ponto na taxa. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o juro futuro de setembro fechou ontem em 23,57% anuais, indicando a mesma aposta. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana para decidir sobre a taxa. Há no mercado quem defenda um corte de dois pontos na taxa, perspectiva que já existia no mês passado, frustrada pela redução de 1,5 ponto decidida pelo BC.

No cenário internacional, o destaque nesta terça-feira é a reunião do comitê de mercado aberto do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. O membros do comitê decidirão sobre os juros básicos dos Estados Unidos. As apostas no mercado americano são de manutenção da taxa, hoje de 1% ao ano.

Internamente, os investidores continuam a acompanhar de perto os desdobramentos das reformas estruturais no Congresso. O governo se mobiliza para avançar na matéria previdenciária sem grandes percalços.

O dólar comercial tem um motivo específico para subir hoje e principalmente amanhã. É que na quinta-feira vende uma dívida pública de US$ 1,3 bilhão. O BC renegociou 24,1% do débito junto ao mercado, deixando US$ 1 bilhão sem qualquer cobertura. Com isso, credores desse dinheiro têm interesse em manter o dólar elevado, para garantir maior remuneração dos recursos. Esse movimento já foi percebido ontem, quando grandes instituições fizeram questão de manter a liquidez do mercado bastante estreita.

Os exportadores, por sua vez, aguardam o melhor momento para voltar a vender seus dólares, amenizando as pressões. Nesta manhã, a boa influência vem do C-Bond, que opera em alta e mantém o risco-país em trajetória descendente. O principal título da dívida externa brasileira sobe 0,36%, cotado a 87,06% do seu valor de face.

Fonte: Globo News

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.