19 C
Três Lagoas
domingo, 5 de julho de 2026

Relator anuncia principais pontos do texto da reforma tributária

12/08/2003 16h48 – Atualizado em 12/08/2003 16h48

BRASÍLIA – O relator da reforma tributária, Virgílio Guimarães (PT-MG), anunciou alguns pontos que vão integrar seu relatório, cuja apresentação está marcada para quinta-feira, mas que o deputado quer adiar para a próxima segunda. Ele está reunido com os integrantes da comissão especial que votará a proposta.

  • Volta a contar no relatório final a noventena para início da cobrança de impostos como ITR, grandes fortunas, IPTU, ICMS e IPI. A implantação das mudanças no Imposto de Renda da pessoa física ou jurídica continuará respeitando o princípio da anterioridade, ou seja, o imposto só pode entrar em vigor se for aprovado pelo Cognresso no ano anterior;

  • Instituição da noventena: a mudança de alíquotas de imposto só vale três meses após sua criação;

  • Constará da Constituição que as microempresas terão tratamento diferenciado, mas tudo vai ser disciplinado por um lei específica;

  • Nas disposições transitórias, a Câmara vai definir alíquotas de 4%, 12%, 15%, 18% e 25% para o ICMS. A maioria dos produtos terá alíquota de 18%. A da cesta básica será de 4%. Os estados com alíquotas superiores a 25% terão um prazo de seis anos para se adequar às novas regras. Nos últimos três anos, eles devem reduzi-lo gradualmente até atingir os 25%;

  • Não haverá comando constitucional para isenção do ICMS para bens de capital;

  • A Constituição vai definir que a Cofins será cobrada em apenas uma fase da produção, prevendo um período de transição;

  • O ICMS continuará sendo cobrado de forma híbrida, na origem e no destino, com dois anos de carência. A partir do terceiro ano, será feita gradativamente a mudança da cobrança para o destino;

  • Ainda não há definição para a questão da cobrança do ICMS sobre petróleo e energia, únicos produtos em que o ICMS é cobrado no consumo. O Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo no país, alega que perde R$ 1 bilhão por ano com o atual modelo de cobrança. O relator diz que também haverá um período de transição para a mudança da cobrança.

Fonte: Globo News

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.