12/08/2003 16h03 – Atualizado em 12/08/2003 16h03
SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduziu ainda mais o ritmo e fechou o pregão viva-voz em alta de 0,12%, com 13.577 pontos. O volume financeiro às 16h45m era de R$ 528,1 milhões. Já os negócios com o dólar ficaram ainda mais escassos no mercado de câmbio nesta tarde, favorecendo a alta da cotação. Às 15h39m, a moeda americana era cotada a R$ 3,021 na compra e R$ 3,023 na venda, com valorização de 0,59%. Com a fraca movimentação de importadores e exportadores, os negócios ficam à mercê das tesourarias bancárias, que pressionam o dólar para obter melhor remuneração no resgate da dívida pública cambial.
CÂMBIO – Na quinta-feira vence uma dívida pública de US$ 1,3 bilhão, da qual o Banco Central (BC) renegociou apenas 24,1%. Com isso, os credores do BC têm interesse em manter o dólar mais caro, o que deve elevar seus rendimentos no resgate da dívida. A remuneração do crédito será definida pela Ptax (média diária do dólar) de amanhã.
O mercado recebeu sem surpresas a manutenção dos juros básicos americanos, que continuarão em 1% ao ano. Também o leilão de títulos prefixados realizados semanalmente veio dentro do esperado, já que as taxas ficaram de acordo com a curva de juros projetada para o ano que vem. Com o comportamento instável dos títulos da dívida externa, o risco-país voltou a subir e bate 801 pontos-base, com alta de 0,75%.
O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou em baixa de 0,33%, cotado a R$ 2,97 na compra e R$ 3,02 na venda. No Rio, o document.write Chr(39)document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) terminou o dia em alta de 1,66%, a R$ 2,92 na compra e R$ 3,05 na venda. O dólar turismo de São Paulo fechou valendo 0,98% mais, a R$ 2,94 e R$ 3,08 na compra e venda, respectivamente.
Os investidores acompanham de perto os desdobramentos das reformas estruturais no Congresso. Eles têm visto com bons olhos os esforços do governo para apressar a tramitação das matérias previdenciária e tributária, driblando obstáculos impostos pelos parlamentares. Outro assunto que ganha importância é a definição dos juros básicos da economia, prevista para a próxima semana.
As taxas de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam praticamente estáveis nas projeções mais curtas e em leve alta nas mais longas, influenciadas pela alta do dólar. Os investidores dão como certo um novo corte dos juros básicos da economia (Selic) na próxima semana, e por isso as projeções mais curtas oscilam pouco. O Depósito Interfinanceiro (DI) de setembro, que projeta os juros de agosto, fechou em 23,54% ao ano, contra os 23,57% do fechamento de segunda-feira.
A taxa Selic está hoje em 24,50% anuais, e a expectativa predominante é de um corte de 1,5 ponto na próxima reunião do Copom, que levaria a Selic para 23% neste mês. O DI de abril de 2004, o mais negociado, ficou em 21,35% ao ano, contra 21,37% do fechamento anterior.
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