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domingo, 5 de julho de 2026

Palocci: reforma tributária não resolverá todos os problemas

13/08/2003 14h16 – Atualizado em 13/08/2003 14h16

BRASÍLIA – Na reunião desta manhã com os líderes da base aliada, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, admitiu que a reforma tributária apresentada pelo governo não resolverá todos os problemas da União, dos estados e dos municípios. Segundo ele, o governo pretende que ela tenha dois impactos na economia: um de natureza material e outro psicológico, na medida em que se cria uma maior possibilidade de investimentos, de aumento da produtividade e da volta dos investidores externos.

Na reunião, os líderes acertaram o cronograma da reforma, a manutenção por até dez anos dos incentivos fiscais já concedidos aos estados e municípios e que a reforma deve centrar sua atenção em nove pontos que contemplam as questões ligadas à produção, aos contribuintes e aos estados. São eles:

  • Fim da cumulatividade do Cofins para desonerar a produção;

  • Desoneração total das exportações;

  • Desoneração parcial dos bens de capital;

  • Desoneração de 50% da folha de pagamento patronal;

  • Unificação do ICMS;

  • Criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento regional;

  • Manutenção da DRU e da CPMF;

  • Redução ou até mesmo desoneração dos tributos dos bens de consumo popular,

como cesta básica e medicamentos;

  • Aumento progressivo da alíquota do imposto sobre herança.

O relator Virgilio Guimarães (PT-MG) está sugerindo criar uma noventena para todo e qualquer tributo, mas isso ainda não é consenso no governo.

Fonte: O Globo

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