13/08/2003 08h12 – Atualizado em 13/08/2003 08h12
BRASÍLIA – O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse nesta terça-feira que vai chamar os representantes da indústria alcooleira para que que expliquem o motivo do reajuste de 23,6% no preço do álcool anidro e de 18% do hidratado nas últimas semanas. O aumento também chegará ao bolso do consumidor pela gasolina, que deve subir entre 2% e 3% em todo o país, já que o combustível recebe a adição de álcool na proporção de 25%.
Embora os preços do álcool ainda estejam dentro do valor acordado em janeiro deste ano entre o governo e a indústria, o ministro achou excessivos os últimos reajustes. Pelo entendimento, o álcool não pode sair das usinas por mais de R$ 1 o litro. No dia 8 de julho, o álcool anidro estava custando na usina R$ 0,58 e no dia 8 de agosto, R$ 0,73.
- A reunião é para saber o que está acontecendo e entender o processo. Foi um aumento excessivo. Queremos saber porque os preços estão subindo – disse o ministro.
Segundo o ministro, o governo está fazendo a sua parte com a liberação dos recursos para a estocagem do álcool e espera que o setor alcooleiro faça o mesmo. Nesta terça, após uma reunião de pouco mais de duas horas com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, Rodrigues conseguiu a liberação em dois ou três dias da linha de financiamento de R$ 500 milhões para o armazenamento de álcool.
O dinheiro deveria ter sido liberado em junho, mas o ministro da Agricultura admitiu que isso não ocorreu em função das restrições orçamentárias por que passa o governo. Rodrigues disse ainda que nesta terça telefonaria para representantes do setor e que a reunião com setor em Brasília deveria acontecer ainda durante esta semana.
Após a reunião com Palocci, Rodrigues também anunciou que os recursos do Moderfrota seriam liberados em duas parcelas e não mais em quatro como estava previsto. A primeira deve sair até janeiro de 2004 no valor de R$ 1,05 bilhão. O restante será liberado em junho.
O ministro da Agricultura acrescentou que o Brasil está muito próximo de poder importar arroz de outros países fora do Mercosul para reduzir os preços do produto no mercado interno. Para isso, vai reduzir a Tarifa Externa Comum (TEC) que hoje está em 11,5% para 4%.
Fonte: Globo News



