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domingo, 5 de julho de 2026

Fuzileiros americanos desembarcam na Libéria e forças de paz africanas avançam

14/08/2003 10h29 – Atualizado em 14/08/2003 10h29

MONRÓVIA – Cerca de 200 fuzileiros navais dos Estados Unidos desembarcaram nesta quinta-feira na Libéria, com a missão de ajudar soldados de paz da África Ocidental a garantir o fluxo de ajuda humanitária ao país – que sofre há 14 anos com a guerra civil e registrou nos últimos meses a morte de duas mil pessoas.

Os fuzileiros aterrissaram de helicóptero pouco tempo depois da aurora no aeroporto da capital, que fica a cerca de uma hora do centro de Monróvia. Eles foram transportados de três navios de guerra ancorados na costa liberiana.

A mobilização ocorre dias depois de o presidente Charles Taylor – um ex-guerrilheiro responsável por anos de confrontos e barbáries – renunciar e partir para o exílio na Nigéria sob pressão internacional. Ele foi indiciado por crimes de guerra por um tribunal da vizinha Serra Leoa, apoiado pela ONU.

A chegada dos marines liberou centenas de soldados de paz africanos para garantir a segurança do principal porto do país, onde saques explodiram e o caos se instalou aos olhos de grupos rebeldes ao longo do último mês. Nesta sexta-feira, após a chegada dos fuzileiros, os rebeldes entregaram oficialmente o porto da capital aos soldados de paz nigerianos, após uma breve cerimônia que contou com a participação do embaixador dos EUA.

  • Não temos razão para duvidar da credibilidade dos americanos e não temos razão para duvidar da credibilidade dos soldados de paz, então sairemos como prometido. Estou saindo agora – disse o comandante rebelde Sekou Fofana. – Estamos comprometidos com o processo de paz – afirmou ele após a cerimônia, realizada perto da ponte onde ele trocou um aperto de mãos com o embaixador dos EUA, John Blaney.

Trabalhadores de organizações de ajuda humanitária disseram que a reabertura do porto permitirá que eles entreguem comida e remédio a milhares de pessoas que sobrevivem, com pouca água e alimentos, apesar dos ataques rebeldes a Monróvia.

Fonte: Globo News

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