14/08/2003 18h28 – Atualizado em 14/08/2003 18h28
A preocupação central que será debatida na Audiência Pública sobre o Reflorestamento em Água Clara, que acontece a partir das 15 horas desta sexta-feira, na Câmara Municipal da cidade, é a exploração do maciço florestal no município sem uma política de replantio.
De acordo com o deputado estadual Semy Ferraz (PT), que propôs a audiência, o processo de corte da área florestal, que abrange também os municípios de Ribas do Rio Pardo e de Três Lagoas, vem ocorrendo de forma deliberada, devido à existência de uma indústria de beneficiamento de madeira, sobretudo de pinus. Por outro lado, os recursos estão acabando, sem estímulos ao reflorestamento.
A indústria madeireira do município tem entre 40 e 50 serrarias em funcionamento, empregando cerca de 50% da mão-de-obra ativa da localidade nos trabalhos, ou seja, aproximadamente 120 famílias.
“A situação econômica de Água Clara é inteiramente dependente desta atividade. Por isso, queremos discutir com os empreendedores e o poder público, para chegarmos a atendimentos sobre incentivos e apoios à retomada do reflorestamento”, justifica o deputado. Segundo ele, o propósito é identificar as responsabilidades dos governos Federal e Estadual sobre o assunto, e a participação do Banco do Brasil, enquanto órgão financiador.
A audiência também objetiva discutir a utilização racional dos recursos, como a agregação de valor à madeira, a estruturação de uma indústria de móveis, já que atualmente o beneficiamento restringe-se à serragem. “Vamos abordar ainda a questão dos resíduos para geração de energia, discutindo assim toda a cadeia do pinus na região”, completou o deputado.
A programação está composta pelos seguintes palestrantes: 15h30 – Eng. agrônomo Benedito Mário Lázaro (Superintendente de Agricultura e Pecuária / Seprotur); 15h50 – Luiz Calvo Ramires Júnior (Coordenador da Câmara Setorial de Floresta / Seprotur); 16h10 – Carlos Werner (Gerente de Mercado de Agronegócios do Banco do Brasil); 16h30 – Palestra Técnica.




