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domingo, 5 de julho de 2026

Matheus Naschtergaele apresenta Woyzeck na Capital

15/08/2003 16h18 – Atualizado em 15/08/2003 16h18

O nome da peça teatral trazida pela Brasil Telecom este mês, em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado faz jus a complexidade da peça.

Woyzeck Desmembrado, uma produção do ator Matheus Naschtergaele, que estará em Campo Grande nos dias 19 e 20 de agosto, no teatro Aracy Balabanian, é ao mesmo tempo um simples jogo cênico e um drama feito de farrapos.

A peça, uma versão adaptada do texto de Georg Büchner, escrito em 1837, é um exercício de ator e texto aberto ao público, um jogo cênico, sem cenário, figurino, luz e encenação. Serão 27 cenas vividas como um jogo por 11 atores. Nesse jogo, as cenas serão embaralhadas, sorteadas na hora e apresentada pelos atores como peças isoladas.

Woyzeck Desmembrado foi adaptado por Fernando Bonassi e tem no elenco além de Matheus Naschtergaele, a atriz Marcélia Cartaxo, Leandro Firmino da Hora (o Zé Pequeno de “Cidade de Deus”), Michel Melamed (apresentador do “Comentário Geral”, da TVE), Rui Polanah, Fabiane Costa e os atores do Grupo Piolim, da Paraíba – Soia Lira, Nanego Lira, Servílio de Holanda e Everaldo Pontes – responsáveis pela montagem de “Vau Sarapalha”.

Obra:

A obra Woyseck foi escrita em 1836 e descoberta no século 20. É uma história inacabada do dramaturgo alemão, Georg Büchner, que morreu aos 23 anos, um ano depois de começar a escrever a Woyzeck. Na peça adaptada, Woyzeck Desmembrado não é mais um soldado como no texto original, mas trabalha em uma olaria. Em vez dos alojamentos militares e das cantinas onde convivem soldados e proletários, os personagens são oleiros e administradores.

Woyzeck é um drama feito de farrapos em que a composição final toma forma pela sucessão descontínua de cenas sem encadeamento causal. Cada uma delas representa um momento em si que encerra toda a situação dramática, ou melhor, variados aspectos do mesmo tema central – o desamparo do homem num mundo absurdo. Essa estrutura aberta em uma obra inacabada fez com que cada encenador montasse esse quebra-cabeça de acordo com a sua concepção.

Em Woyzeck Desmembrado chega-se ao paroxismo desta situação, entregando ao acaso e à sorte a seqüência das cenas. O que é apresentado é um jogo de armar, onde cada um junta os pedaços, compondo uma nova narrativa a cada dia. E nesse jogo, o que se destaca é o trabalho dos atores, que mergulham numa atuação essencial, demonstrando talento e prontidão.

A peça patrocinada pela Brasil Telecom, já passou por Cuiabá (MT), Palmas (TO) e Brasília (DF). Em Campo Grande, Woyzeck Desmembrado será encenada no teatro Aracy Balabanian, nos dias 19 e 20 de agosto, com sessão às 21 horas.

Os ingressos custam R$ 15,00 e, para estudantes, R$ 7,50.

Fonte: Fabiane Sato

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