23/08/2003 10h06 – Atualizado em 23/08/2003 10h06
Pelo menos 213.119 crianças de até cinco anos de idade devem ser vacinadas hoje contra a paralisia infantil em todo Mato Grosso do Sul. A meta é da Secretaria Estado de Saúde que inicia hoje a segunda etapa da campanha que conta com 1,5 mil postos de vacinação, nos quais estão disponíveis 350 mil doses da Sabin.
Em Campo Grande, onde a campanha acaba de ser aberta pelo prefeito André Puccinelli (PMDB), a meta é imunizar 60 mil crianças e, para isso, foram mobilizadas aproximadamente mil pessoas entre técnicos e voluntários e montados 138 postos de vacinação, sendo 124 localizados na zona urbana e 14 na zona rural. “Lanço a campanha junto com o PMI (Programa Multintegrado) que vai atender as seis regiões mais críticas de Campo Grande. O Centro-Oeste, o Itamaracá, o Veraneio, o São Conrado e o Popular”, disse.
A intenção é de abranger todos as regiões da cidade, envolvendo os trabalhos dos distritos sanitários norte, sul, leste e oeste. Na região central, o ponto de vacina mais estratégico será o Horto Florestal, localizado no centro da cidade. Para atender toda a demanda na zona rural, a campanha, além de ter sido antecipada em uma semana, começando no sábado passado, dia 16, foi ainda intensificada em diversas propriedades.
Foram atendidas as regiões do Inferninho, Três Barras, Reta da Gameleira, Anhanduí e Rochedinho. A primeira etapa, no dia 14 de junho, vacinou 61.949 crianças atingindo 98% da população alvo, a expectativa é de atingir o mesmo percentual na segunda dose da vacina.
Com o slogan “Vacine seu Filho contra a Paralisia Infantil. É só um passo para você e muitos para ele”, a campanha busca sensibilizar os pais para a importância da imunização. Este é 23° ano de campanha nacional contra a poliomielite e o 14° ano sem a doença no País.
Devido à imunização esquematizada, o Brasil está livre do poliovírus desde 1989 e mantém a certificação mundial desse agente infeccioso. O último caso registrado no Brasil foi em 1989, no município de Souza, na Paraíba. A OMS (Organização Mundial da Saúde) espera a erradicação mundial para o ano de 2005.
Fonte: Midiamaxnews por Daniel Pedra e Thaísa Bueno



