23/08/2003 10h37 – Atualizado em 23/08/2003 10h37
O vice líder da bancada do PFL na Câmara, Murilo Zauith, reafirmou o compromisso de seu partido com o aperfeiçoamento da proposta de reforma tributária. Em conversa com jornalistas de Dourados, Murilo garantiu que o PFL não vai trabalhar na contramão da reforma, mas contra a proposta que está sendo apresentada.
“O PFL diz não a esse projeto desastroso apresentado pelo relator, que aumenta a carga tributária, aumenta a extração de impostos da sociedade, e que representa mais um componente de aumento do desemprego”, sustentou Murilo, advertindo que o governo não terá qualquer tipo de condescendência se não rever os pontos que implicam em aumento da carga tributária.
Para ele, negociar é preciso, mas prevê dificuldades com a relatoria da proposta, que tem de seguir a orientação do governo. “Será preciso um esforço grande dos partidos de oposição para que possamos modificar o que está previsto na proposta”, admitiu o vice líder, que à falta de acordo recomenda que a reforma fique em compasso de espera.
A manobra do governo em substituir os deputados de partidos da base aliada, que já manifestaram sua insatisfação com o relatório, não surpreendeu Aleluia. Ele destacou o caso do deputado Armando Monteiro Neto (PMDB), que também é presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para mostrar que o governo está atirando para todos os lados na ânsia de aumentar sua arrecadação.
“Imagine o que é o governo substituir o presidente da CNI, o órgão mais importante da representação do setor produtivo nacional, que não se conformava em votar esse projeto equivocado, que não tem o apoio de empresários, dos trabalhadores, dos governadores, dos prefeitos e da sociedade”, disse o deputado.




