27/08/2003 16h20 – Atualizado em 27/08/2003 16h20
O Ouvidor Agrário de Mato Grosso do Sul, Ulisses Duarte, afirmou ao RMT On line que uma das possíveis soluções para o conflito na fazenda Coimbra em Itaporã, invadida por 900 famílias de trabalhadores rurais sem-terra, seria a proposta de saída aos integrantes do movimento.
Segundo ele, a terra invadida é de média propriedade produtiva e não deveria estar ocupada. “Eles já atingiram o objetivo realizando o protesto, agora têm que sair de lá. Vamos propor uma saída honrosa, ao invés de serem retirados pela polícia”, afirma Duarte, explicando que eles aguardam o bom senso dos fazendeiros ou dos sem-terra atráves de saída do local para que a situação não fique ainda mais crítica. O ouvidor disse ainda que eles precisam sair de lá e tentarem até uma área arrendada.
De acordo com o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) Leôncio Brito, as questões agrárias precisam ser resolvidas antes que se tornem uma guerra civil. “Temos que estabelecer o estado de direito, não podemos perder o controle da situação, isso precisa ter um equilíbrio”, reflete Brito, insistindo que os conflitos agrários e as invasões de terra no Estado precisam de uma solução.
A saída para esses conflitos, serão discutidas daqui a pouco na Assembléia Legislativa em Campo Grande. A questão veio à tona depois de inúmeras invasões e conflitos ocorridos recentemente no Estado. Participam da reunião o presidente da Famasul , Leôncio Brito, o presidente do Tribunal de Justiça, Rubens Bossay; o superintendente do Incra, Luis Carlos Bonelli; o secretário de desenvolvimento agrário, Valteci Ribeiro; o ouvidor agrário, Ulisses Duarte e o secretário de Justiça e Segurança Pública, Dagoberto Nogueira.
Fonte: RMT Online




