29/08/2003 10h32 – Atualizado em 29/08/2003 10h32
O dólar comercial se mantém em alta nos negócios desta manhã. Às 10h34m, a moeda americana caía 0,20%, cotada a R$ 2,963 na compra e R$ 2,964 na venda. A manhã é tranqüila nas mesas de negociações. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa moderada neste último pregão do mês de agosto, mantendo a tendência da véspera. Às 10h40m, o Índice Bovespa tinha 13.935 pontos, com recuo de 0,85%. O volume financeiro era de R$ 80,8 milhões. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, registrava baixa de 0,15%.
Os principais indicadores que medem a confiança dos investidores estrangeiros no Brasil apresentam ligeira piora nesta manhã. Por volta das 10h45m, segundo dados do J.P. Morgan, o Embi+ do país estava em 709 pontos, com alta de 1,14% em relação ao fechamento anterior. No mesmo horário, o C-Bond era cotado a 90,03% de seu valor de face, o equivalente a uma desvalorização de 0,40%.
Uma queda moderada da bolsa hoje não deverá comprometer o bom desempenho das ações no ranking das aplicações do mês. Até ontem, a Bovespa acumulava alta de 10,9% no mês. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores baixas são de Tractebel ON (-4%) e Brasil Telecom Participações ON (-3,5%). Já as altas mais significativas são de Usiminas PNA (+1,8%) e Telesp Celular Participações PN (+1,4%).
DÓLAR – Apesar dos ajustes de final de mês no mercado futuro e da proximidade do vencimento de uma dívida pública, a pressão sobre o dólar é atribuída essencialmente ao fluxo cambial negativo. Segundo operadores, uma grande empresa comprou alguns lotes de dólares para honrar compromissos no exterior, o que reduziu a disponibilidade de moeda no mercado. A proximidade do feriado americano do Dia do Trabalho, na segunda-feira, deve reduzir a liquidez dos negócios hoje, principalmente no período da tarde.
Na BM&F, o dólar para liquidação em 1º de setembro está em R$ 2,963, com alta de 0,27%. O vencimento de outubro, que passa a concentrar a liquidez do mercado, está em R$ 3,011, com leve alta de 0,03%. Os juros futuros operam praticamente estáveis, com leves oscilações. O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2004, o mais negociado, está em 19,43% ao ano, contra 19,39% do fechamento de ontem.
O câmbio à vista deve ter influência da dívida pública de US$ 930 milhões que vence segunda-feira. O BC renegociou 61,1% do débito e pagará os credores com base no dólar médio de hoje. Quanto maior a Ptax (média ponderada do dólar) de hoje, maior será o rendimento das instituições credoras.
JUROS – A divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e da queda do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano ainda devem ser discutidas entre os investidores, mas não devem gerar instabilidade. A missão do mercado agora é encontrar novos elementos que sinalizem a conduta dos diretores do Banco Central na próxima reunião do Copom. Ontem saiu um desses indicadores. O IGP-M abandonou a deflação e apontou alta de 0,38% em agosto. Nesta semana, o IPC-Fipe também já mostrara o fim do ciclo de deflação.
Apesar da alta dos preços neste mês, analistas descartam ameaças de repiques inflacionários neste ano, a contar pela depressão da demanda. Com isso, acreditam que ainda há espaço para novos cortes da taxa Selic até o final do ano. Nos negócios na BM&F, as projeções dos juros iniciaram o dia em baixa. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro está em 19,96% ao ano.
Fonte: Globo News


