02/09/2003 11h35 – Atualizado em 02/09/2003 11h35
Enquanto o Hemosul faz campanhas para tentar atrair doadores, parte do sangue coletado pelo hemocentro é descartado em estabelicmentos de saúde de Campo Grande. Isso acontece porque a quantia solicitada, preventivamente, em cirurgias e, quando não utilizada, é jogada fora. Por normas sanitárias, o sangue mantido fora da refrigeração recomendada não pode ser reaproveitado.
O Hemosul não divulga a quantia descartada. O coordenador-técnico, o bioquímico Hélio Dantas dos Santos, considera a situação absurda, mas não especifica a dimensão da perda. Ele apenas aponta que o índice nacional de descarte é de 6%.
Incluindo outros motivos, como vencimento da validade do sangue e bolsas estragadas, o índice sobre para 11% do sangue coletado. A perda é maior em cirurgias cardíacas, conforme Santos. Nestes casos, segundo ele, são solicitadas em média 5 bolsas com sangue, 10 com plaquetas e 10 com plasma, que são hemoderivados. Às vezes, só uma chega a ser utilizada.
As plaquetas são utilizadas em pacientes com sangramentos e leucemia para coagulação. Hemácias são utilizadas em casos de anemia e grandes perdas, assim como o plasma. No Hemosul, são coletadas em média de 60 a 70 bolsas de 500 ml por dia. O hemocentro atende cerca de 15 hospitais e clínicas em Campo Grande e outras 110 instituições no interior do Estado. A instituição promove frequentes campanhas para ter o estoque que atenda à demanda, como uma que está sendo iniciada.




