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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Expectativa de captações derruba dólar; Bolsa fecha em alta

02/09/2003 16h22 – Atualizado em 02/09/2003 16h22

SÃO PAULO – O retorno das atividades nos Estados Unidos imprimiu um novo ritmo ao mercado brasileiro. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,84%, cotado a R$ 2,963 para venda. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou em alta de 0,67%, aos 15.454 pontos.

“Hoje é o primeiro dia após as férias lá fora [EUA] e já há sinais claros de aberturas de linhas e de renovação de linhas também”, disse Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper no Rio. “Há vários vencimentos neste mês e eu acho que a idéia é renovar estas dívidas.”

O esforço do governo em tentar apressar a votação da reforma Tributária agrada bastante o mercado financeiro. Alguns agentes também têm citado que o mercado estaria “tomando fôlego” depois de um mês de agosto de forte melhora, principalmente na bolsa paulista e no mercado de juros.

Para o mercado cambial, especificamente, prevalece o ânimo com a perspectiva de novas captações em setembro. Rumores no mercado apontam para diversas operações de captações que estão sendo estruturadas por empresas brasileiras. Com isso, ainda em setembro, o total de recursos captados no exterior pode ultrapassar US$ 1 bilhão.

Acesita, Ambev, Braskem, Companhia Siderúrgica Nacional, Pão de Açúcar, Sadia e Usiminas estão na lista das empresas com ofertas abertas no exterior. As captações entram no País via dólar e pressionam a cotação da moeda norte-americana para baixo.

Já o mercado acionário recebeu com bons olhos o relatório do banco de investimentos Merrill Lynch. O banco elevou o peso do México em sua carteira de investimentos de América Latina e mercados emergentes, mas esclareceu que ainda prefere o Brasil e os mercados do norte da Ásia.

“Dentro da América Latina, o Brasil continua sendo visto como o mais atrativo, com claros catalizadores positivos como o progresso nas reformas estruturais, o espaço para aplicar cortes na taxa básica de juros e nossa crença de que uma recuperação local acontecerá no final do ano”, comunicou o banco de investimentos por meio de um relatório

Fonte:www.ig.com.br

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