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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Nota do MST diz o porque da prisão de lideres do movimento

02/09/2003 11h01 – Atualizado em 02/09/2003 11h01

O Setor de Comunicação Estadual do Movimento dos Sem Terra do Mato Grosso do Sul, enviou na manhã de hoje, uma nota oficial, dando sua versão para a prisão dos lideres do movimento, Carlos Aparecido Ferrari, Antonio Alves de Lima, Antonio Firmino de Sousa e Cícero Dionizio Maranduba decretada pelo Juiz Renato Antonio Deliberalli do município de Eldorado.

Na nota o MST diz que os lideres presos em 26 de agosto estavam tentando fazer com que o proprietário da Fazenda Junqueira deixasse de utilizar o veneno Tordom 500 nas nascentes de águas e no rio próximo ao acampamento dos sem-terras por se tratar de veneno que tem sua venda proibida e ser nociva ao meio ambiente e as pessoas.

Diz a nota que no segundo semestre de 2002 o movimento foi até a fazenda solicitar para que os peões não mais utilizassem aquele produto. Eles teriam recolhido os frascos que estavam no galpão da fazenda, levando-os até o acampamento. Posteriormente, após negociação, houve a devolução do pesticida ao proprietário, fato que segundo o MST é de conhecimento das autoridades.

“O MST finaliza a nota perguntando por quê não há penalização dos responsáveis pela prática do ato, mas sim, dos trabalhadores que lutam para defender a vida”.

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