02/09/2003 11h01 – Atualizado em 02/09/2003 11h01
O Setor de Comunicação Estadual do Movimento dos Sem Terra do Mato Grosso do Sul, enviou na manhã de hoje, uma nota oficial, dando sua versão para a prisão dos lideres do movimento, Carlos Aparecido Ferrari, Antonio Alves de Lima, Antonio Firmino de Sousa e Cícero Dionizio Maranduba decretada pelo Juiz Renato Antonio Deliberalli do município de Eldorado.
Na nota o MST diz que os lideres presos em 26 de agosto estavam tentando fazer com que o proprietário da Fazenda Junqueira deixasse de utilizar o veneno Tordom 500 nas nascentes de águas e no rio próximo ao acampamento dos sem-terras por se tratar de veneno que tem sua venda proibida e ser nociva ao meio ambiente e as pessoas.
Diz a nota que no segundo semestre de 2002 o movimento foi até a fazenda solicitar para que os peões não mais utilizassem aquele produto. Eles teriam recolhido os frascos que estavam no galpão da fazenda, levando-os até o acampamento. Posteriormente, após negociação, houve a devolução do pesticida ao proprietário, fato que segundo o MST é de conhecimento das autoridades.
“O MST finaliza a nota perguntando por quê não há penalização dos responsáveis pela prática do ato, mas sim, dos trabalhadores que lutam para defender a vida”.



