03/09/2003 15h06 – Atualizado em 03/09/2003 15h06
SÃO PAULO – O custo de vida das família de rendimento intermédiário em São Paulo caiu mais em agosto do que para as família de menor poder aquisitivo e as mais ricos. A conclusão faz parte do Índice de Custo de Vida IVC) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Segundo o estudo, as família com renda média de R$ 934,17 oscilou negativamente em 0,19% em agosto. Já o estrato de menor renda, de até R$ 377,49, caiu 0,12% e entre os mais ricos, com renda média de R$ 2.792,90, a taxa de agosto ficou em negativa 0,14%.
A diferença entre os gastos dos três segmentos da sociedade ocorre porque cada nível familiar distribui o orçamento da casa com pesos diferentes. A divisão de “classes” econômicas do Dieese não segue o mesmo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é mais segmentado.
De acordo com o Dieese, o custo de vida no município de São Paulo registrou queda de 0,15% em agosto. Esta é a segunda vez no ano que o IVC apresenta taxa negativa. A primeira verificou-se em junho, quando os preços caíram 0,26%. Em julho, porém, em conseqüência dos reajustes de tarifas de energia e telefonia, a taxa foi positiva e chegou a 0,35%.
O comportamento de agosto foi determinado pelo término do impacto do reajuste das tarifas de serviços com preços administrados. Sem o peso dos preços administrados, alguns itens do orçamento doméstico registraram deflação (Habitação, Alimentação, Vestuário e Transportes), e o único aumento significativo ocorreu nos gastos com a Recreação




