09/09/2003 14h51 – Atualizado em 09/09/2003 14h51
No Brasil, existem mais farmácias do que supermercados. São 29 mil lojas que comercializam alimentos, segundo associação do setor, contra 58 mil drogarias da rede privada que, juntas, geram para o mercado brasileiro de medicamentos US$10 bilhões por ano, um dos 10 maiores do mundo.
Apesar da grande oferta no setor privado, o país enfrenta sérios problemas na rede pública de saúde, desde a produção até o abastecimento de medicamentos. A questão será discutida na Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica, de 15 a 18 deste mês, na Academia de Tênis.
Diagnósticos do setor feitos por várias comissões parlamentares da Câmara dos Deputados apontaram fraudes, falsificações e a dependência da indústria brasileira em relação à estrangeira, seja na importação de medicamentos, seja na compra dos princípios ativos (algo em torno de 80%).
As informações apuradas geraram questionamentos sobre acordos internacionais, patentes e propaganda de remédios, medicamentos genéricos e a situação dos laboratórios e farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS), que gastou em 2002 R$ 3 bilhões em programas de medicamentos.
A coordenadora da conferência, Clair Castilhos, farmacêutica e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), considera o evento uma das iniciativas mais importantes do atual governo.
Fonte:Agora Ms




