09/09/2003 10h24 – Atualizado em 09/09/2003 10h24
Mais ou menos quinze membros da organização ecologista Greenpeace paralisaram hoje a atividade em uma empresa de avicultura e processamento de alimentos de frangos, em protesto pelo uso de soja modificada geneticamente. Os ativistas se colocaram como obstáculos humanos em frente à entrada da fábrica que a australiana Fazendas Inghams possui na localidade neozelandesa de Hamilton, por volta de 550 quilômetros ao norte de Wellington.
A Inghams utiliza na preparação de alimentos de frangos material alterado geneticamente que, segundo o Greenpeace, além de contaminar as aves, passa através destas para o consumidor humano. “A soja empregada pela Inghams é a maior fonte de contaminação genética na cadeia de nutrição da Nova Zelândia”, assegura um comunicado dos ecologistas. Acrescenta que a fábrica de ração, por meio de subsidiárias, engana muitos setores da agricultura neozelandesa, que de outra maneira não resultaria “contaminada”.
A organização ecologista assinalou que investigações independentes mostram que 85 por cento dos alimentos que a empresa de capital australiano dá aos frangos estão “contaminados” por elementos alterados geneticamente. Um porta-voz da empresa, que não quis fazer comentários sobre as denúncias do Greenpeace, assinalou que a empresa se preocupa com o bem-estar da dezena de empregados que estava no centro no momento da ocupação. O Greenpeace assegurou que manterá o cerco à fábrica até que a Inghams se comprometa a deixar de utilizar componentes modificados geneticamente em seus produtos.
Fonte:Agora Ms



