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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Setor agropecuário registra saldo

10/09/2003 08h34 – Atualizado em 10/09/2003 08h34

Boas notícias estão chegando do campo para os trabalhadores paraenses. Enquanto comércio e serviços – responsáveis pela maior geração de empregos no Estado – vêm mantendo crescimento estável no setor agropecuário, o surgimento de novas vagas surpreende. De janeiro a julho deste ano, o saldo de empregos nos setores de comércio e serviço cresceu apenas 2,72% e 2,88%, respectivamente. No mesmo período, o setor agropecuário teve crescimento de 16,6%. Se mantido o atual ritmo, o setor que emprega 21% dos paraenses vai aumentar sua participação no bolo total de postos de trabalho.

Os dados são do Ministério do Trabalho, reunidos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e levam em conta apenas os postos formais de emprego porque têm como base as admissões e demissões registradas em carteira. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Pará, Carlos Xavier, garante que ainda há potencial para mais crescimento. Segundo ele, com investimento em tecnologia, será possível triplicar o número atual de postos de trabalho no Estado, usando apenas 27 milhões de hectares que já foram alterados. Nos primeiros sete meses deste ano, foram registradas 10.096 contratações no campo, ante 7.378 demissões, o que significa um saldo de 2.718 postos. No mesmo período do ano passado, o saldo foi de apenas 656 novas vagas, com um total de 4.657 contratações e 3.578 demissões.

Em 2001, o saldo foi de 1.079 postos e em 200, não passou de 411 novas vagas. Em toda da região Norte, foram feitas 15.666 contratações e 11.390 demissões, o que significa que foram criados 4.276 novos empregos, um crescimento médio de 13,71% em relação ao mesmo período do ano passado. O Dieese levantou também o desempenho dos Estados da região Norte no mês de julho e chegou a dados animadores.

Na média de crescimento em relação ao mês anterior, Roraima ficou com o melhor desempenho, com um crescimento de 11,94% no saldo de empregos. No Amazonas, o crescimento foi de 8,17%. Entre os fatores que contribuíram para o bom desempenho do setor, afirma Roberto Sena, do Dieese, está o aumento da safra. Na contramão do que está acontecendo com outros setores da economia, o agronegócio tem crescido no País e é um dos responsáveis por alavancar o superávit da balança comercial do País.

Os dados do Ministério da Agricultura são de que a safra brasileira, referente a 2002/2003, chegou a 120 milhões de toneladas, o que tem animado ainda mais o setor. Para Carlos Xavier, o Pará deverá, nos próximo dez anos, tornar-se um dos principais colaboradores para a quebra de recordes na safra. “Temos muita condição de ser o maior Estado da área do agronegócio”, anima-se. É a primeira vez que o Dieese levanta dados dos empregos gerados no campo. O coordenador técnico do órgão no Pará diz que o trabalho foi difícil porque há carência de informações sobre o setor, mas, segundo ele, a partir de agora as estatísticas de emprego no campo serão divulgadas pelo menos a cada dois meses.

Fonte:O Liberal

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